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65 milhões de anos atrás. Exposição de restos fossilizados de dinossauros no Porto. “Dinossauros chegaram ao Porto” é como se denomina a exposição de dinossauros no interior do Palácio de Cristal, Porto. A iniciativa de efectuar este evento advém conjuntamente da Câmara Municipal com a Universidade do Porto que, até 21 de Dezembro, proferiram esta memorável viagem no tempo ao exibir inúmeros fósseis de dinossauros, provenientes do Centro de Paleontologia da Academia Mongol da Ciência – Ulaanboatar, Mongólia. Todo este evento desencadeou uma panóplia de visitas, quer por parte de pessoas curiosas, quer de pessoas com objectivos mais consolidados, como o caso das visitas de estudo. Segundo uma professora de 1ºciclo, Joana pinto: “é uma experiência única. Os estudantes têm a possibilidade de ver na prática uma das matérias que estudam na teoria”, declarou.. Desta exposição pode-se apreciar esqueletos completos com destaque para dois Tarbosaurus gigantes (com mais de 10 metros de comprimento). Entre os esqueletos mais pequenos pode ver-se um Protoceratops recém-nascido e um Hadrosaurus, o mais pequeno esqueleto em todo o mundo (cerca de 30 centímetros). Mas o mais impressionante é, indubitavelmente, o exemplo único no mundo de um embrião de Oviraptor, descoberto em 1993, em Magnólia. Contudo, como a grande maioria dos visitantes esperados serão estudantes do 1º e 2º ciclo, a organização não se esqueceu de alguma animação inerente ao tema da exposição, incluindo alguns robots de dinossauros, provenientes do Museu de História Natural: o célebre tyrannosaurus (T-Rex) e uma família de Triceratops, estão representados por robots impressionantes. A sua particularidade são os movimentos, acompanhados de sons extraordinários. ”Toda a encenação produz um efeito final excepcional, extremamente realístico, o que nos remete para a «Era dos Dinossauros»”, opina um dos funcionários. Os dinossauros dominaram a Terra durante mais de 160 milhões de anos. O vocábulo «dinossauro» advém da Grécia Antiga, que significa «terrível lagarto». Contudo, há 65 milhões de anos, os dinossauros sofreram uma crise biológica de grandes proporções. A história da vida ensina-nos que, no passado, ocorreram cinco extinções em massa, e muitas outras de menor amplitude. Das cinco considera-se uma grande extinção que ocorreu há 650 milhões de anos; uma outra sucedeu nos finais do período Devânico, há cerca de 360 milhões de anos; e uma outra no período Pérmico, há 251 milhões de anos, em que desapareceram metade das espécies animais. Surgiram várias explicações hipotéticas sobre a extinção dos dinossauros, uma das quais acenta na ciência, ao descreverem o conceito de “ senescência das espécies”, isto é, acreditam que a evolução do animal ocorre em 3 estádios: juventude, maturidade e senilidade, e deste modo cumpriram o seu destino e extinguiram-se; outra hipótese analisa o efeito da atmosfera, pois devido a uma enorme erupção vulcânica e com a libertação do dióxido de carbono e subida da temperatura provocou a morte dos dinossauros; uma terceira explicação hipotética concentra-se nas dimensões reduzidas dos cérebros dos dinossauros. Na verdade, muito se especula sobre as razões que induziram esta extinção, no entanto esta não foi provocada por um factor único, mas produto de muitos factores concomitantes. Esta viagem no tempo encontra-se ainda em exibição até 21 de Dezembro com preços acessíveis entre os 2,50 euros (com cartão jovem), 3 euros (com cartão de estudante) e 5 euros para adultos. Vale a pena!
A
«matança» de uma tradição
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