Envie mensagens para telemóveis !    


   Tradutor
   Câmbios
   Conversor
   Câmbios do Dia
   CHAT
   MAIL
   Livro de visitas
   Hino de Portugal
   Top TerraNatal
   Novidades!!!
Pesquisa
              
 

   Por temas
   da Terra
Com.Lusófonas

   Informações
   Entrevistas
   Reportagens
   Festas e Romarias
   Viagens
   Destinos
   Crónicas
   Consultório
Escrever ao longe
   Frases ditas
   Cidadão
   Empresas
   Emigrante
   Comunidades
   Meteorologia
   Telefones Úteis
   Códigos Postais

XYZ

 

Jogos
   Horóscopos

 

   Adicionar site

 

  

 <<< Voltar

 

Antes da Partida: O Triste Fim de um Centenário Porto

 

O antigo edifício da Alfândega, no alto de uma colina sobranceira ao rio, é o símbolo maior de um tempo que já se foi. Abandonado, acompanha o destino de seu porto, sepultado com a chegada do progresso.

Estamos em Foz do Iguaçu, Brasil, Terra das Cataratas. Situada no local onde o rio Iguaçu, após precipitar-se formando as Cataratas do Iguaçu, lança suas águas no rio Paraná, marcando a fronteira geográfica entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Região de grandes rios e enorme riqueza, a Tríplice Fronteira, como é conhecida, utilizou-se de suas águas para o transporte de gentes e mercadorias durante décadas, registando um dos maiores índices de movimentação portuária da América Latina. O progresso trouxe as estradas e as pontes, para interligar os três países e facilitar os deslocamentos, pondo fim à glória e à fama de portos como Porto Meira, Puerto Aguirre e Puerto Presidente Franco.

Daí o estado de abandono da antiga Alfândega do Porto Meira, à margem brasileira do rio Iguaçu. Durante muito tempo o único elo de ligação entre os brasileiros de cá e o resto do mundo, actualmente, seu cais é utilizado apenas para a realização de passeios turísticos.

Descendo a íngreme estrada que dá acesso ao porto, podemos observar, de perto, as marcas de duas décadas de abandono: a mata volta a florescer, galpões e casebres são reconquistados pelo mato, pássaros e borboletas surgem à beira da estrada. À direita, um velho casarão em estilo colonial é habitado por uma família, enquanto vacas pastam entre cercados de madeira. Virando a curva, paredões de rocha, mata e as generosas águas do rio Iguaçu brindam nossos olhos com seu panorama.

Mais adiante, o cais. Ao fundo, a Ponte da Fraternidade, entre Brasil e Argentina, que, ao ser concluída, em 1985, desviou o tráfego e deu o tiro de misericórdia no já fadigado Porto Meira.

Estacionamos o carro junto a uma pequena capela caiada de cal, marca da devoção destes antigos marinheiros de água doce a Iemanjá, Rainha dos Mares (Nossa Senhora dos Navegantes). Sobre as rochas, parcialmente escondidas pela vegetação, citações bíblicas relembram a fé desta população itinerante que por aqui trafegava. Uma delas, particularmente, destaca-se das demais: Jesus, a pedra eleita principal da esquina, quem nele crê não será confundido - 1o. S. Pedro, c.2 v.6. Um enigma.

Contornando os escritórios da administração portuária, hoje instalações de uma companhia que se ocupa da extracção de areia do fundo do rio Iguaçu, chegamos, enfim, ao motivo de nossa vinda a essas paragens: ancorado junto ao cais flutuante, o barco Iguassu Explorer espera-nos para singrar as águas da Tríplice Fronteira, em busca da história e do legado que um grande homem, o cientista suíço Moisés Santiago Bertoni, deixou para a humanidade e para os povos da região, nas primeiras décadas do século XX.

<<< Voltar

Texto: Guilherme Dreyer Wojciechowski.
 

Antes da partida: O Triste Fim de um Centenário Porto
Bertoni: Vida Nova, Novo Mundo
A Navegar: Dois Rios, Três Nações
Nas Águas do "Paranazão"
Bertoni e seu Jardim do Éden
Uma Casa na Selva
Guia Prático

 

 

 

 

 

   
Adicionar Site   Publicidade   Comentários   Colabore connosco   Missão   Press Release   Imprensa   Contactos   Mapa do Site   Link para o TerraNatal    Parceiros