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Amassam-se duzentos e cinquenta gramas de farinha de trigo da melhor com
cinquenta gramas de fermento de padeiro ou com vinte e cinco gramas de
fermento orgânico em pasta, desfeito qualquer deles em um decilitro de
leite morno, tapa-se bem e deixa-se a massa a levedar em sítio quente, por
cinco a seis horas.
À parte deita-se num alguidar um kilo de farinha, amassando-o com
duzentos e cinquenta gramas de açúcar em pó, seis ovos inteiros, seis
gemas, trezentas gramas de manteiga derretida, um grama de sal fino e dois
decilitros de leite, devendo ficar uma massa consistente; podendo-se
deitar mais leite se for necessário por a farinha ser muito seca.
Misturam-se os duzentos e ciquenta grama de farinha que se amassaram com o
fermento, amassando tudo bem, e, em estando a mistura bem homogénia,
juntam-se cento e cinquenta gramas de passas, cem gramas de cidrão doce
cortado miúdo, cem gramas de ameixas de Elvas cortadas aos quartos e sem
caroço, cem gramas de amêndoas despeladas, cento e cinquenta gramas de
nozes cortadas em quatro bocados e cinquenta gramas de pinhões; amassa-se
novamente para encorporar bem na massa todos os elementos que se juntam,
cobrindo-se com um pano deixando levedar até aumentar o volume de metade,
o que precisará de pelo menos de seis a dez horas, conforme a temperatura
do ar e o estado atmosférico, sendo preferível preparar a massa à noite
para cozer no dia seguinte.
Estando a massa bem levedada,fazem-se bolos em coroa, pondo-se no vazio
do centro uma tigela ou um copo para não fechar; por cima da massa põem-se
algumas ameixas de Elvas cortadas ao meio e pêras ou outras frutas secas
cristalizadas e algumas amêndoas, deixando repousar por duas horas,
polvilhando com açúcar pilé e pondo-os a cozer no forno com calor forte.
Antes de pôr no forno, pode-se pintar a massa por cima com gema de ovo.
Feita a massa fazem-se os bolos e pôem-se em tabuleiro indo ao forno de
calor brando.
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