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Vejo-te Vou dar um passeio solitário pelo pontão da praia, afim de descansar os olhos e a alma sobre o mar e as areias que ali repousam. Por estranho que pareça, sem te procurar é lá que te encontro de corpo cansado sobre uma rocha que te acolhe! - Pai!!! Que fazes aqui?! – Pergunto-te. É o mesmo do ano passado! Pelo que estou a ver, os fantasmas que te atormentaram no ano anterior, permanecem este ano!!! De nada serviu, ver-te durante toda a noite de dia trinta e um de Dezembro sem dizeres uma palavra como se guardasses uma mágoa do ano que se despediu, até que a meia-noite chegou, e ao som das doze badaladas, empunhando a espingarda nos punhos, disparaste para o ar, doze balas que feriram os céus, e gritaste bem alto para que todos te ouvissem: - MORRE, ANO FILHO DA MÃE!!! Agora, é ver-te aqui sentado de fronte para o grandioso mar salgado, a atirares pedras (mais de doze, talvez!!!) ao silêncio triste que o mar não afoga, numa queda vertiginosa nas profundezas da mágoa que se te acomete na alma... - Tem calma! – É só o que te consigo dizer... <% ShowRating %>
Morreste, Amigo »»» |
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