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TEMPO Qual será o verdadeiro valor do tempo/relógio?! Somente o momento em si será recordado; o resto serão pormenores insignificantes... Espreito pela janela, já não chove lá fora... Corro os meus pensamentos, sem clareza, sem objectividade! Eles vão e vêm, como vai e vem a chuva que bate nas persianas semiabertas... Tento concentrar-me! Mas em quê? Estou confuso! A caneta vai desenhando letras que formam frases com e sem sentido... Ideias à procura de ideais! Ou será ideais à procura de ideias? A chuva parou de cair outra vez... O tempo está maluco! O tempo/clima, claro está!!! O tempo/relógio, esse, nem sei bem se existe mesmo! Que me interessa saber que horas são agora, se daqui a nada já não me lembro? Que me interessa saber que há um amanhã se ele nunca chega? Fala-se em minutos, em horas, em dias, em meses, em anos, em séculos, em momentos e eternidades. Destes, somente os momentos ficam para as eternidades! O resto esquece-se. Talvez não, nos livros de História, em que o relato do facto que é relatado exige ao relator que este relate esses pormenores que se decoram para um bom conhecimento no âmbito da cultura geral. Mas, no fundo, para mais nada, porque o que fica mais uma vez, é o momento para recordar na eternidade. A hora, o dia e o ano são somente pormenores tão invisíveis quanto desinteressantes. A verdadeira moral da história está no momento e no que este representa para quem deste se recorda, ou por memória própria, ou por memórias de outrem! <% ShowRating %>
Morreste, Amigo »»» |
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