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O Teu percurso   <Novo>
Corro por este carreiro estreito, mas não te encontro. Busco-te por detrás da cortina, mas é difícil perceber-te, porque o tule não deixa que veja os pormenores da tua pessoa. Mas eu sei quem tu és e o que fazes. Eu conheço as faces que são tuas, e que muitas vezes tomam tons, que denotam nostalgia e até desespero...  »»»


Mulher/Mãe  
Mulher, seja qual for o teu patamar na escala da concretização dos ideais enquanto progenitora, aqui vai a sugestão para que o alívio que pretendes, seja uma acção de limpeza nessa alma já tão magoada pelas circunstâncias da vida, da família, da sociedade e do meio. Se, naquele dia que se convencionou ser o teu, o filho que trouxeste ao mundo, deixou a estrada da vida e partiu para aquele espaço que se convencionou chamar de embalo total e de tranquilidade infinita, não te exasperes...  »»»


Conselho fora de horas   
Teremos que viver da paz e para ela. Para que este percurso se faça é exclusivamente necessário que se aprenda a navegar no seio da auto análise crítica. O Homem quer assumir hoje – em pleno século da modernidade – que tem um estatuto elevado, que é hercúleo em muitas áreas, e consequentemente, corre rio acima em busca da sua ascese sem olhar a meios...  »»»


                    
Onde estás. Quem te fez assim tão diferente da alma que é minha? O que fizeste das palavras que escutaste durante anos consecutivos?! Enterraste a tua vida naquele mar de sargaço e agora persistes em ficar naufragando num mundo que não é o teu...  »»»


Silêncio e pó
Ouço o eco dos teus passos. Tudo se perdeu no Tempo. Atrás de mim, ficou a mágoa de olhar a porta e perceber que por ali partiste, um dia, sem capacidade de resposta. A entrada agora está fechada. Ali entra a nostalgia de um passado presente, entra o sonho de um dia que se soma ao outro, e ainda cabisbaixa entra uma névoa daquela saudade de que são feitos os sonhos...  »»»


Desumanização
É noite. No céu um amontoado de estrelas dizem da tua vida e da mina. Conhecem a solidão que nos envolve, e ficam estáticas, perante tamanha atrocidade. Vejo-as sonolentas pela singeleza com que o Homem trata este assunto que nos arrasta para a perda. Pressinto que na Via Láctea o diálogo já foi encetado. Perguntam umas às outras porque é que os humanos são tão complicados; porque é que a diferença social terá que ser tão fortemente labiríntica. Colocam questões sobre o comando deste universo e sobre a sua regência. Quem são afinal, os legítimos defensores dos ideais deste país e do mundo? Que faculdades lhes deram rios de saber para administrar o suor de todos com leveza e leviandade?!...  »»»


O professor do século XXI
Hoje, o mundo já não te conhece. Perdeste as cores que outrora, faziam de ti um cidadão excelso, para esbateres a tua capacidade e autoridade num terreno pouco fértil. Os avanços – a nível internacional – deram-se a vários níveis; todavia tu ficaste para trás. Falar de um professor em 2004 é falar de uma espécie rara cheia de abulia e outras doenças afins; um ser condenado a ser criticado a belo prazer pelo meio circundante, pela família e pela própria comunidade escolar...  »»»


Que Mundo
Foi ontem que agarrei as mãos de meu pai, homem perfeito e novo. Beijei-as com tantas força que mereci como recompensa aquele abraço que ainda hoje sinto. Lindas aquelas maçãs de rosto mescladas de tons vermelhos e tão denotativos de saúde, tranquilidade e habilidade de viver. Os olhos – que não esqueço – eram daquele azul que o céu tem, de quando em vez, quando a Primavera espreita o horizonte...  »»»


Viagem
Já cheguei! Creio que não percebeste que viajei para muito longe de ti. Fui horizonte acima em busca do El –Dourado mãe, talvez o encontre. Quero que não vertas lágrimas pela minha ausência. Acredita que não é prudente deitares tanta dor para fora dessa alma denegrida e carregada de porquês...  »»»


Morreste, Amigo
Eu aqui, dominado pela solidão que me deixaste ao partires, aturdido aos outros problemas que outrora me fustigam, cansado de chorar por ter de te ver partir. Só a memória e esse milagre de te recordar deixam que tu ainda vivas em mim, talvez para sempre, se eu não te esquecer. Duvido que te esqueça, pois eras demasiado omnipresente na minha vida, para que te tornes um ‘omniausente’ só porque o destino quis que saísses daqui...  »»»


Não é utopia
Contigo vou ao paraíso. Arranco uma pétala de flor e caminho pelas giestas até àquela colina que vislumbro daqui. Sabes, lá vive o rei dos reis num palácio translúcido, mas onde toda a energia se acumula, dia a dia, cativante e excelsa para te dar aquela gota de alegria de que careces, há tanto tempo. Sei que estás exausto. Desconheces que viver é um acto impertinente e nada fácil de levar para diante...  »»»


Viver é nada, se quiseres
Carpe diem, atitude defendida pela poeta Horácio e que consiste no usufruir do dia-a-dia, no aproveitar o dia, isto é, o momento presente. Aquando de uma análise de pormenor ao quotidiano do mundo, o Homem constata que tudo está debaixo de uma neblina cravejada de suor, lágrimas e problemática, justamente porque o ser perdeu a noção do que é humanamente correcto...  »»»


Faz frio na cidade
Faz frio na cidade. É Dezembro e é noite de luz, glamour e esplendor. Pelas avenidas da grande cidade a turbulência aumenta. Não tarde a chegar a grande hora, isto é, a chamada para o duche quente e para os adornos da passagem de mais um ano. São ainda 18 horas, mas falta só um passo de galesa para as célebres badaladas. Neste estabelecimento da baixa, a entrada e a saída de senhoras finas, faz-se a todo o momento, porque ficou esquecida a compra do par de meias de ceda, e o gel para adocicar o penteado já tão retocado...  »»»


Levanta-te e anda
LEVANTA-TE E ANDA!!! É urgente dar esta ordem ao país! Num momento em que nos vemos confrontados com uma profunda crise que abala Portugal e os portugueses, é urgente gritar que ‘BASTA’ de nos acomodarmos a esta tortura psicológica que são as pedofilias, as crises económicas, os casos ‘modernas’, as revistas estrangeiras que sujam o nome de cidades históricas como a de Bragança, as inseguranças, os constantes escândalos que surgem uns atrás dos outros, etc...  »»»


Pôr-do-sol
O rapaz queria pegar fogo ao mar... Sem sucesso. Mal lhe tocou com o fósforo, este apagou-se. Resolveu tentar de novo, mas o vento falou, e deu ordem ao fósforo para que cessasse o fogo. O rapaz, habituado a ser persistente nos seus quereres, poderes e mandares resolve puxar de outro fósforo. Este terceiro, talvez zangado com a vida, eis que se tenta pelo suicídio e atira-se dos dedos imponentes do rapaz e cai sobre a areia semi-molhada. O rapaz desgostoso, tenta em vão ressuscitá-lo...  »»»


Um Conto de Natal
Chamava-se Manuel como tantas outras crianças portuguesas. Vivia sozinho e desintegrado de todos. Tinha as ruas de Lisboa e as sarjetas da cidade grande como família. Corria de um lado para o outro, roubava aqui, pedia acolá, e era vê-lo feliz, trepar ruas acima em direcção dos bairros mais antigos da cidade capital. Num monólogo que ninguém conhece, o menino de rua dizia de si para si, que, lá no alto da cidade das sete colinas, viviam os homens iguais a ele, aqueles que eram capazes de amar, porque sempre que subia aquelas ruas, nunca voltava de mãos a abanar; acrescentava que o povo é gentil, que compreende as crianças que como ele, são meninos pardais de telhado...  »»»


O pecado capital de Sonio
Cometi o mais grave dos pecados capitais, Rezas. – Revelou Sonio. Rezas, é o padre de Anões, uma aldeia algures a sul do arquipélago de Afora, nos subúrbios da minha imaginação. É uma terra pequena, habitada por anões, e onde todos os habitantes se conhecem e se estimam. - Tu mataste? – Questionou Rezas, incrédulo...  »»»


Amor
A lua reflectida em nossos olhares, donos de um brilho natural que nasce fundo na alma que nos toma os corpos colados à deriva, imersos em sentimentos que se desdobram em palavras doces trocadas ao ouvido, em carinhos de dedos imponentes, em beijos mimosos e em silêncios mágicos!!!...  »»»


Criança sem dote - O mundo cortou-te a linha da felicidade
O sol emerge do seio do horizonte. Por detrás da linha de água, vê-se aquela mancha vermelha que parece saltitar, qual bailarina clássica, ao som da melodia do Renascer. Faz-se silêncio no cimo daquela falésia onde ainda há pouco uns melros cantavam, saudando o observador mais atencioso. Feliz olho extasiada a paisagem e sinto um calor quase humano ao meu lado; é a clareira da paz que faz eco na minha alma doída. Olho à esquerda e à direita e não avisto ninguém. Só eu faço parte de um grande conjunto de gente que ama a natureza peregrina e que - de quando em vez - lhe presta certa vassalagem...  »»»


O meu país está diferente
Portugal está a perder a cor. O azul celeste que caracterizava este país, esbateu-se no seio do Atlântico que o envolve. Hoje temos aqui, o espaço onde o nevoeiro habita em qualquer estação, porque o Homem deixou de se auto estimar. A corrida desenfreada à ascensão económica e social fez com que os bairros de Lisboa se esfumassem e dessem lugar a espaços que sendo do ontem fazem as delícias do hoje. Transformados, perderam as linhas com as quais haviam sido costurados e, velhos-novos expõem-se à vontade e aos objectivos exclusivos do cidadão do século XXI...  »»»


Ficaram as cinzas - A montanha chora
Lá longe avistava-se opulenta a serra. Linda, pintada de tons verdes, quase queria oferecer aos visitantes uma caixa de música com um bailado tocado ao som de uma qualquer melodia clássica. Todos os que punham os olhos naquela aguarela, ficavam estarrecidos com o quadro paradisíaco que a natureza lhes oferecia...  »»»


Poder
A ânsia de ser-se dono de verdades absolutas, como fonte de poder sobre os outros...  »»»


Contra a negatividade, marchar, marchar...
Um olhar sobre a importância da coragem e da ressalva dos sonhos contra a negatividade que se abate sobre a nossa sociedade...  »»»


Vejo-te
O desespero a que por vezes chegam, os comerciantes do nosso País, tal é a crise económica, que piora de ano para ano...  »»»


A jornada do auto-conhecimento
É cada vez mais frequente em meio a nossa atribulada sobrevivência, esquecermos dos verdadeiros significados da vida. Acordamos pela manhã, tomamos café, lemos os jornais, pouco conversamos – devido a falta de tempo – e vamos em busca do cumprimento de nossos compromissos, sejam eles quais forem. Assim como, é cada vez mais comum utilizar-se do espírito do individualismo...  »»»


Este Portugal
Um olhar sobre o Portugal que se vê e o Portugal que se sente...  »»»


Tempo
Qual será o verdadeiro valor do tempo/relógio?! Somente o momento em si será recordado; o resto serão pormenores insignificantes...  »»»


Medo
Passeio pela calçada, onde almas temerosas se cruzam comigo, num bater descompassado de corações que se escondem do mundo... Almas de pessoas cheias de segredos temerosos, envoltos na escuridão de silêncios absolutos! Silêncio de desabafos emergidos no fundo do espírito, cansados de ninguém os ouvir!...  »»»


 O outro lado do mundo 
Eu nasci no mundo dos que têm uma vida feliz. Tenho a sorte de ter uns pais com dinheiro para me dar de comer, de vestir, para que eu vá à escola, para que eu tenha tudo o que preciso e até coisas sem as quais poderia viver. Mas eu olho à minha volta e todo o meu ser entristece. É que mesmo ao pé de mim, misturado com o meu mundo de saber, de poesia e de tantas coisas bonitas eu vejo um outro lado do mundo ruim e praticamente inabitável. É feito de monstros que...  »»»


 O saco azul 
Daniel passava com ele pela várzea, julgando que levava lá dentro milho para as mais de setenta galinhas pertença da capoeira de sua mãe, mas era falso. O que ele transportava era aquele pó branco, mortífero que o Dr. Sócrates, o médico da aldeia lhe pedira que levasse até ao alçapão da quinta. Daniel transpôs a cerca eram precisamente 19 horas...  »»»


 O verdadeiro herói 
Um dia destes, do qual era para ser apenas mais um na minha humilde existência, presenciei um facto que, não digo que mudaria, dado que já possuía conhecimento e muito advertia sobre tal; mas que, no mínimo, abriria meus olhos perante a voracidade a que o mundo se dilacera. Tão rápido é este processo, que se torna imperceptível, passando a tornar-se até mesmo corriqueiro...  »»»


 Que estranho Natal 
Dói-te a maçã do rosto, pobre criança, conta-me o que te fizeram! Não acredito, o Homem só pode estar louco! Mas como fizeste para seres assim humilhado. Diz por favor, porque sinto arder em mim, uma espécie de raiva surda, que tem contornos tais, que eu própria desconheço?! Choras... é verdade, deitas rios de H2O e NaCl só porque te refutaram naquele lugar! Conta filho do mundo, conta-me tudo porque utilizarei todo o meu saber, para que se faça justiça. Espalharei a tua desdita num papel apropriado de modo a que o cidadão mais comum se comova da tua triste sorte...  »»»


 Encontrei-me 
Falei contigo, mas disseste não querer escutar mais nada. Triste dialoguei com a noite e coloquei-lhe mil questões que ficaram esquecidas no tempo... não tive resposta. Cansada de questionar quis saber quem eu era e, puxando de um selim de prata, caminhei oceano abaixo à procura da minha caverna. Nauseada, só a encontrei vinte dias volvidos sobre o início da busca. Sentei-me à lareira daquele espaço quase translúcido e ouvi um profeta falar comigo e de mim...  »»»


 Descobri a tua infância - Não vás buscar a criança que chora na estrada 
Por detrás daquela paisagem linda revejo-te todos os dias. Menino de calção curto e olhar perdido navegavas por entre sonhos e fantasias. Sabias que quererias ser alguém, aspiravas a conhecer o mundo através da ciência. Havias escutado contos maravilhosos daqueles que embalam a alma. É verdade, foi este olhar cruzado pelo mundo que te levou a aceitar aquela sugestão:...  »»»


 Perdidos de liberdade e inteligência 
Ao longo da sua existência, o Homo Sapiens foi evoluindo e adquiriu mais capacidades de raciocínio; aprendeu e foi dominando as forças da natureza e da própria mente humana. Mas nenhuma evolução é feita sem contrapartidas. O Homem é um ser em liberdade, todavia não a sabe utilizar. Ninguém explicou ao Homem o deve ou não fazer com sua liberdade. Este tem de aprender sozinho e a aprendizagem pressupõe o erro. Com a liberdade de opinião, que...  »»»


 Um mundo sem sentido 
O Mundo de hoje é um mundo às avessas onde nada faz sentido. Basta olhar para o Rossio com todas as lojas “chiques” e pessoas sem nada para comer. O mundo dos pobres é um mundo desumano. Eles são deixados de parte quase como lixo ou vistos como a “ovelha ranhosa” do mundo de hoje. No entanto não se pense que têm mais problemas que os ricos pois estes também não escapam aos paradoxos da humanidade. Desde quando é que faz sentido casar com um homem (ou mulher) que não se ama para ter o seu dinheiro, proibir um filho de casar com quem ama por essa pessoa não ser doutor ou doutora, matar aquele que antes se dizia amar, excluir o carinho da...  »»»


 Desamor 
Naquela tarde, sendo já verão, mas não condizendo minimamente, o tempo, com a estação do ano, dado que estava uma tarde fresca e fazia um enorme vendaval, Luísa saiu, foi ao cinema. Escolheu o filme que talvez condisse-se melhor com o seu estado de alma: “O poder dos sentidos”. Adorou o filme, viveu-o com uma imensa intensidade e no final sentiu que o tempo tinha parado não sabendo se era dia ou noite e em que dia da semana estava. Sentia também um misto de satisfação e de desencanto, mas neste último, nada que tivesse a ver com o filme propriamente dito. Era mais um sentimento muito seu.  »»»


 Qual é a vontade dos homens? 
Olho-me ao espelho e não vejo senão a minha própria sombra. Desço dentro da minha alma por uma escadaria de pedra e paro defronte de uma calçada pombalina, mas só consigo observar os contornos arquitectónicos. Preocupada com o percurso que quero delinear, não consigo vislumbrar senão o meu ONTEM marcado pela felicidade e revejo-me criança nos braços de meu pai. Com orgulho incrível ? e com a ponta dos dedos ? delineio ao pormenor o interior do meu herói e constato que ele foi a única pedra do jardim que eu tanto quis semear.  »»»


 Amo-te 
Por te querer demais fugi. Trepei rio acima em busca dos meus arsenais de memória, mas tudo foi infrutífero, porque apesar de me ter escondido numa burka de sóis e raios de luz, fui ter àquele lugar que só tu e eu conhecemos ? o nosso ninho de amor. Havia jurado que te relegaria para segundo plano, porque a pessoa feroz e maldizente que se esconde por detrás de ti, provoca-me um tédio existencial à altura do «Gigante Adamastor». Temo os teus enlaces, os teus pergaminhos de memória, que me ferem a alma e o coração. Quando te revejo naquelas quimeras que tracei a ponto iluminado, fujo rapidamente, porque não quero que me alcances.  »»»


 Dia da Mãe, é sempre que um filho quiser  
Comecei o dia escutando o belíssimo poema de Eugénio de Andrade “ A Mãe”. Chorei ainda deitada no meu leito. O poema, não é o poema que qualquer mãe gostasse de escutar, muito menos no dia da mãe, é um poema que, mesmo àquelas que tudo têm feito pelos seus filhos choca e dói escutá-lo. Não posso nem consigo descrever-vos minimamente, um excerto que seja, primeiro, porque não o tenho, foi lido na Antena 1 num programa dessa manhã, segundo porque me comovi imenso. Mas era forte, muito forte e fez-me pensar que nem todas as mães são iguais e que apesar de algumas serem uma excepção à regra, a grande maioria tudo faz para que nada falte aos filhos, mas na hora dos vermos “crescer e tomar asas “ como o poeta dizia, tornamo-nos muito egoístas e muito ciosas dos nossos rebentos.  »»»


 Carta a todo o ser que a possa ler  
Chamo-me Sofia e tenho 15 anos. Pertenço à raça dos humanos, a espécie inteligente do planeta terra e venho por este meio pedir ajuda para a salvação deste planeta. É que o poder da inteligência dá, àqueles que o têm, capacidade de ter ideias próprias, liberdade para construir e destruir, amar e odiar, aprender com o erro e errar, ou seja liberdade para alterar quase tudo e todos como pensa dever ser certo mas sem saber bem o que é certo. Numa palavra, a inteligência tem tanto de bom como de mau. Ora, acontece que o Homem não soube ter cuidado. Os homens afastaram-se. Por amigos apenas têm os que conhecem e que escolhem. Isto fez com que o ódio se espalhasse rapidamente, o egoísmo aumentasse e as pessoas se deixassem de entender.  »»»


 Nem sempre se canta com alma  
Na passada sexta feira, há boa maneira portuguesa, deixando tudo sempre para a última hora, o meu marido resolve mandar comprar bilhetes para o espectáculo do José Carreras no Pavilhão Atlântico que ia ter lugar nesse mesmo dia. Bilhetes em condições já não havia, ( alias, nunca há bilhetes e no fim as manchas de falta de espectadores são enormes mas enfim, isso é outra guerra ) mas como ele meteu na cabeça que tinha que ir, mandou comprar dois para o 2º balcão, mesmo sabendo que os lugares não seriam os melhores e que não havia lugar marcado.  »»»


 Ter não é Ser  
A manhã daquele domingo havia despertado triste e chuvosa e mal abri a janela da casa de banho apercebi-me que o dia não correria a meu favor. Não gosto de chuva, nunca gostei e da miudinha menos ainda. Tomei o meu banho e quando me olhei no espelho para me pentear, não gostei também da minha cara. Senti-me envelhecida, com um semblante mortiço e olhos pouco desperto. Enquanto escovava o cabelo foram-me vindo à mente acontecimentos vividos no dia anterior... sentia-me só e triste apesar da família estar toda presente. Quando olhei para o quarto apercebi-me que o meu marido já não estava na cama...nesse momento, juro que me apeteceu enfiar de novo o pijama e meter-me na cama, mas como era dia de eleições e como era hábito nesse dia receber meu irmão, cunhada e filhos para almoçar, o dever teve mais força do que o meu querer.  »»»


 O Arco Íris -  Cromotografia  
Olhei o mundo por detrás de uma montanha. Linda, aquela aguarela que me foi dada apreciar. Vislumbrei ? do alto de uma cratera ? um tom rosa que dialogou comigo num monólogo encantante e, num tom quase birrento, foi-me dito que esta tonalidade existia, tão só, para marcar os momentos mágicos que qualquer Homem vive aquando da sua passagem por este planeta. Na opinião sacra deste derivado, a sua luz irradiava paz, bom senso e justiça e por isso era a cor da criança, aquela com a qual se vestem os recém chegados, mais especificamente as meninas, porque personificam a melopeia, o encanto maior e a maternidade possível, décadas volvidas.  »»»


 “Violência doméstica”- “ Todos os dias podem e devem ser dias da mulher.”  
Ontem comecei esta crónica mas não sei porquê não me apeteceu conclui-la e envia-la. Nada acontece por acaso e aguardava por certo algo que a tornasse mais a propósito. Acabo de chegar do lançamento de mais um maravilhoso livro da minha querida amiga de infância Luísa Ramos, distinta professora e cronista da Terra Natal. Quando recebi o seu convite para a lançamento do livro, telefonei-lhe a dizer que podia contar com a minha presença , com a minha amizade e com as minhas sentidas lágrimas. »»»


 Há Pássaros no Asfalto!  
As grandes cidades estão repletas de arquiteturas modernas, edifícios com arrojadas varandas e em suas jardineiras flores coloridas. Entretanto, disputando com a modernidade os animaizinhos dão um toque especial à paisagem urbana destas elegantes cidades, cheias de requintes e beleza, ornadas pelos inúmeros outdoors que, muitas vezes misturam-se com a poluição e fazem o stress visual ainda maior. »»»


 S. Valentim e o Cupido entrelaçam quem ama  
Quase passou um ano sobre o último adeus. Vejo-te por detrás da vidraça do meu coração e cada vez que a tua imagem vem sorrateira até mim, constato que a tua beleza é cada vez maior. Quero-te tanto, que quase tenho medo do passar dos dias, porque o sentimento de saudade que me assola faz-me sentir necessidade de viajar tal como tu, pois aqui onde me deixaste sinto que tudo é insólito e falso. »»»


 Viajo sem Sucesso  
Em sonhos desvendo cavernas de alegria que não existem. Quero agarrar o sol e a lua, mas não sou capaz. À imagem de uma bailarina de competição tento colocar-me em pontas para alcançar o sopé de uma montanha, mas tudo é infrutífero, porque escorrego de imediato e caio - (felicidade)!. »»»


 Qual é a vontade dos Homens ?  
Olho-me ao espelho e não vejo senão a minha própria sombra. Desço dentro da minha alma por uma escadaria de pedra e paro defronte de uma calçada pombalina, mas só consigo observar os contornos arquitectónicos. Preocupada com o percurso que quero delinear, não consigo vislumbrar senão o meu ONTEM marcado pela felicidade e revejo-me criança nos braços de meu pai. Com orgulho incrível – e com a ponta dos dedos – delineio ao pormenor o interior do meu herói e constato que ele foi a única pedra do jardim que eu tanto quis semear. »»»


 As referências  
Referências para mim há muitas... As minhas referências são essencialmente aquilo que consegui colher ao longo da vida quer a nível educacional, ética e moralmente. Educada sobe uma determinada linha e conduta há coisas em que nem ouso sequer pensar porque logo escuto no meu subconsciente a voz altiva de minha mãe ou da minha tia dizer, - isso é imoral! Uma menina como tu não deve proceder dessa forma. »»»


 A tua Morte é a minha História  
Recordo-te, menino a sair da nossa casa. Passaram - se anos e só te fui vendo de quando em vez. Perdi os meus sonhos à força de tanta oração e esqueci que existia para rezar, exclusivamente, por ti. Fiquei de luto durante duas décadas, porque foste embora e a única culpada desta ausência fui eu, eu a tua mãe, Feliciana esta mulher que hoje está mudamente a carpir o desgosto de te ter perdido tão novo ainda. »»»


Uma menina pensando
O ano havia corrido de forma abruta e com incidentes inesperados. Um inverno rigorosíssimo onde a chuva pautou, um verão irregular pouco quente, deveras ventoso e desagradável e para terminar uma doença grave e súbita vitimou um familiar muito chegado, alguém que foi tia, madrinha mãe e avó sem nunca ter sido mãe. »»»


Escola, ... Já fui - O Tempo moeu-me a vida
Vivi durante muitas décadas doando o melhor de mim...! Fui mãe de muitos JOVENS, que se fizeram rapidamente HOMENS, e recordo com saudade exasperada que todos estes meninos, quais pardais de telhado – vieram até ao meu seio carentes de tanta sabedoria, protecção e amparo. Coloquei o meu orgulho de lado, para ser sempre, e em todas as circunstâncias, aquela protectora pronta a doar a todos o melhor. »»»


Anjo da Guarda
Estava sozinha no recanto mais querido da minha casa, o meu quarto. Olhava, ao pormenor, todos os detalhes desde o estuque sem qualquer perfeição até à fotografia do meu pai, quando tinha 24 anos. Parei estupefacta a contemplação daquela majestosa imagem, quando me apercebi de uma luz enorme que vinha devagar na minha direcção. Inicialmente, marcada pelo medo tremi bastante, mas confiante de que talvez sonhasse voltei a olhar para a fotografia; todavia a luz cada vez mais de prata direccionava-se para o centro do quarto levando com ela a minha atenção. »»»


A Argentina perdeu a cor
Tens uma História marcada por traços de verticalidade e de vontade férrea. Mostraste – ao longo dos séculos – que a vida era uma estrada finita, e por consequência deveria ser galgada com peso e determinação. Foste, qual corrente de rio, inspiração de poetas e musas de grandes trovadores e hoje, chegados ao século de todos os avanços tomaste consciência de que tudo era efémero, caótico e apreensivo. »»»


O Euro
Nasceste, mas és em tudo tão diferente daquilo que é usual, que quase assustas muitos daqueles que te quereriam utilizar e venerar. É verdade que enterraste outras moedas, mas não por vontade própria, todavia também é verdade que – mercê da força que possuis hoje – deverias, aquando da tua feitura... ter pedido aos agentes dos mais variados mercados europeus, que te fizessem mais «certo» (mais simplificado), mais verdadeiro e mais facilitado. »»»


Queria um Natal como o teu
Eu não gosto do NATAL! Será que deveria gostar desta época festiva?! Todos me irão dizer que sim, mas eu, o João, o filho da cega da Rua Augusta, ( a Marília ) e do João da Bica, aquele que trabalha na taberna no número 201 da Praça do Chile, não gosto desta festa, porque a vida para mim – tal como a mãe me diz – já é madrasta e nesta altura, então é que dói mesmo, não se poder ser igual aos outros... »»»


Não Aceito a Dádiva, quero merecê-la
Sonhei que era de novo menina, mas que chorava convulsivamente. Era 8 horas de uma madrugada linda, quando fiz uma retrospectiva e fui até onde nunca tinha ido... fui até ao Ontem buscar a resposta para tantas questões que o Hoje traz consigo, e porque as encontrei, a criança que fui chorava de tal sorte, que as gotas de dor saiam em cascata denunciando tantos passos dados em falso, tantas situações insólitas, tantos sonhos arquitectados ao pormenor, mas e ainda, tantas frustrações amealhadas por se supor que o MUNDO é um centro de equilíbrio e de sensatez e por – mesmo com a idade – se ter dificuldade em perceber, que quando atrás de nós não está um nome quase divinizado na sociedade, tudo é queda livre, passo mal dado, trombeta sem som... »»»


O teu declínio - O Conto que eu nunca contei
«Mamã, vem depressa... estou à tua espera!». Ouvi isto hoje pela manhã. Julguei que sonhava mais uma vez, mas em estado de perfeita alienação, constatei que era de facto, a prece do meu menino. Louca corri até ao seu quarto, ajeitei-lhe a fotografia, compus-lhe a cama há anos feita e – em corrida vertiginosa vim até ao computador – falar ao meu Jesus, ao mundo e ao Homem! Escrevi assim: O declínio é uma constante do Homem, mas foi de todo angustiante ver-te tombar sincopado antes daquele fim sepulcral e daquela partida para o mundo dos ecos surdos... »»»


Dalai Lama -  Um Peregrino em Portugal
Conhecem-se, hoje, todas as realidades bélicas. Tudo aquilo que é verosímil, doentio e nefasto entra-nos pela casa dentro e os consequentes comentários chovem de todos os lados. São os comentadores da televisão e da rádio que, preocupados com a opinião pública, esclarecem durante o tempo considerado pertinente todas as ocorrências, descrevendo, relatando ao pormenor, narrando e criando no leitor/espectador uma espécie de união estreita, um quase ferro fundido com aqueles que « in loco » sofrem as amarguras de situações consideradas terríficas... »»»


Olha-me atrás daquela Estrela
Subi, rio acima em busca do incógnito. Trepei até ao alto de um monte e, quando fazia a escalada, dei conta de que, afinal, tudo ficara para trás, o amor, a felicidade, a alegria e a família. As restantes estrelas humanas permaneciam quedas e alienadas, porque não se conseguiam convencer da minha partida para longe do palpável e do visível... »»»


Nunca foste Criança -  Grito de Revolta
Menino (a), alguma vez foste criança?! Alguma vez viste o sol brincar contigo, por detrás daquela colina?! Sê que não és capaz de afirmar o que quer que seja, tudo para ti, tudo são interrogações retóricas - porque tudo o que fazes ( as pedras que deslocas, as madeiras que transportas, as couves que semeias, o gado que levas a pastar...) é porque te obrigam a equacionar tão depressa quão possível... »»»


Dependência nunca mais Tabaco, Triste Fado
Onze mil pessoas morrem por ano mercê dos malefícios do tabaco?! Será possível que com todos os avanços informativos ainda haja quem de boa vontade queira entregar à neblina um somatório de dias e noites contabilizados – tantas vezes – com sacrifício, suor e lágrimas. Quase não acreditamos que estamos em pleno século XXI, porquanto é de todo impossível que o Homem continue o sono dos lerdos, à imagem do que aconteceu há milhares de anos... »»»


O Calceteiro
Era sábado e na véspera, depois de ter deixado tudo organizado, não tendo necessidade de ir às comprar, decidira ficar na cama até o corpo mo pedir, sentia-me cansada e esse era o dia ideal para retemperar energias, mas tudo viria a sair furado... »»»


Os Sonhos que eu não quero
Mãe, dá-me de novo aquela boneca. Quero estreitá-la nos meus braços para me imaginar de novo criança, e consequentemente esquecer todas as hecatombes que diariamente assolam o planeta. Mãe, como eu queria voltar atrás no tempo e viajar – em viagem onírica - num pássaro lindo por entre alguns quintais de uma qualquer aldeia... »»»


Solidão
Uma destas segundas feiras tristes e chuvosas, ao chegara à sala de professores apercebi-me que o tema da conversa desse dia era a solidão. Ao que ouvi e não ouvi dei por mim a pensar se a palavra solidão teria já mudado de significado sem que eu me apercebesse, é que, como o português, língua, não foi nunca o meu forte e como nos tempos que correm se têm verificado tanta alteração nos nossos dicionários, onde bué e outras palavras que tais fazem já parte deles, julguei que solidão já tinha mudado de significado e ao chegar a casa peguei no dicionário e folhei-o sem parar até encontrar a palavra e o resultado foi... »»»


O que os homens querem eu não faço
Mãe, onde é a nossa casa?! Mãe, já reparaste que tenho fome?! Quero ir àquele poço buscar água, porque o calor aperta e não aguento mais... responde, por favor! Mãe, ouve o teu filho, tenho sede, quero entrar no nosso ninho, quero abraçar-te, chorar baixinho, e tu... sim tu, nunca mais te decides a partir?! Anda mãe, por favor... é cedo, mas já é tarde!... »»»


Criança Sem Mundo
Olhos penetrantes e ecos surdos escondidos na zona mais recôndita da alma. Vejo o teu olhar assustado... constato as muitas lágrimas que vertes e pergunto aos céus, quando acabará o teu sofrimento?! Pobre menino, esquecido de que o Mundo é lindo... esquecido de que existem brinquedos excelsos, mães despreocupadas, belas escolas, quartos estucados e de papéis pintados... pobres crianças esquecidas de que o Mundo é mãe carinhosa, fada multicolor, cascata de água cristalina, e embalo de alegrias consecutivas... »»»


Dia Mundial da Poupança
Hoje, apetece perguntar às mais variadas Instituições, qual a conotação de dia Mundial da Poupança! Apetece gritar que decerto – os deuses estão loucos – quando pedem, implicitamente, ao cidadão comum, que mal tem para o seu sustento básico, que reflicta naquilo que não deve consumir... incrível! Olho perplexa para as crianças deste mundo mórbido e constato que o HOMEM não pode pedir contenção (poupança) da agonia, do sofrimento, da doença e muito menos daquilo que elas gastam ou quereriam gastar com a compra daquele brinquedo lindo que lhes desafia desde há algum tempo... »»»


Amor
Amor, afinal o que é o amor? Um sentimento belo e sublime que todos idealizamos em jovem, onde tudo se conjuga e harmoniza e encaminha para um fim feliz? Um sentimento onde palavras como; tristeza, incompreensão, infidelidade, traição e ciúme não existem? Seria ou será isto o amor?... »»»


A Saudade aviva a memória
Faz 28 anos que vi os teu pais embriagadamente felizes pelo aparecimento do fruto excelso de um amor maior. Dir-te-ei, porque estive perto que a alegria que ambos denotavam pelo teu aparecimento era de todo incontabilizável. De suaves meiguices a longos olhares perdidos, foi tudo aquilo que a família e alguns amigos conseguiram ver no rosto de um par que se amava e amou de sobremaneira... »»»


Só Mulher
Mulher é sinónimo de protecção, carinho melopeia e compreensão. Mulher é apanágio de doçura, entendimento, submissão e amor. Mulher é berço de criança e cascata de crescimento, por nove meses. O amor por ela plantado , ao longo dos séculos, é um sentimento de macro-valência. É o querer do querer, sem quaisquer cobranças... é a paz elevada ao infinito... é ser capaz de dizer adeus ao mundo, quando necessário, para salvar um filho da dor, da amargura ou de outra qualquer hecatombe... »»»


antrax
O pânico assola o Universo. O Homem construiu o mundo – passo a passo – levou séculos a elevá-lo aos céus e, de repente, quer destruí-lo sem porquê. Dir-se-á que a humanidade enlouqueceu, porque à custa da raiva e da retaliação, querendo medir forças com o MUNDO, o HOMEM desconexo, doente animicamente, e consequentemente distorcido da realidade, esqueceu que tem filhos, mulher, pai, mãe e outros que ama, e que serão, indubitavelmente, vítimas de todo o tipo de flagelo que o mundo vier a conhecer... »»»


sobrevivi-“homenagem a todos aqueles (as) que perderam um filho”
Ao olhar para o asfalto, após toda aquela tormenta e toda aquela terrível hecatombe, contrariamente ao que havia suposto, senti que algo se havia quebrado dentro do meu ventre. Afinal, o cordão umbilical que havia sido cortado pela parteira no acto maravilhoso do teu nascimento, permanecia ainda ligado a mim até aquele momento. Foi tudo demasiado rápido e imensamente dramático e doloroso...e nunca tinha pensado que tal pudesse vir a acontecer-me... »»»


Dois Anos Sem Amália - A Saudade da Saudade
7 de Outubro de 2001... o mundo acordou à beira da exaustão. O Homem permanece disposto a dar ao inimigo as fatias de veneno que recebeu, e por consequência o Sol vai tomar contornos nigérrimos, porque a dor, o suor e as lágrimas que já foram bastantes, agora tomarão proporções descomunais... »»»


Guerra Acesa, Mundo Doído
7 de Outubro de 2001... o mundo acordou à beira da exaustão. O Homem permanece disposto a dar ao inimigo as fatias de veneno que recebeu, e por consequência o Sol vai tomar contornos nigérrimos, porque a dor, o suor e as lágrimas que já foram bastantes, agora tomarão proporções descomunais... »»»


Vasculhando nos contentores
Foi já há una anos que tal me aconteceu, mas sempre que vejo um idoso na rua deambulando sem fim ou rumo, aquela triste cena vêm-me sempre à memória. Era Verão e regressávamos de uns dias de férias no Norte, era o meu marido quem conduzia, e ao atravessarmos umas das ruas de Lisboa ali para os lados de Alcântara (a rua que dá seguimento à avenida de Ceuta e que nos dava acesso à beira rio logo a seguir à antiga rotunda de Alcântara) ali onde existe uma passagem de nível sabem não sabem?... »»»


Quando o frio se chama falta d'amor
Era Novembro e o frio regelava lá fora. Dentro da sala de aula o ambiente parecia de empatia com todos aqueles que, colados ao papel tentavam dissecar algumas palavras sobre um dia passado em família e longe do contexto escolar. O Jorge parecia indiferente a tudo e alienado que estava, dispersava o seu sorriso para a esquerda e para a direita até que, a determinada altura, alcançou o meu olhar inquieto e num gesto gentil responde sem que lhe pergunte o que quer que seja «Stora, não consigo fazer o trabalho, porque gosto muito de si e a história que tenho para lhe contar é triste...!» »»»


Todos nós somos terroristas
Setembro está a ser para mim e para muitos milhares de pessoas espalhadas pelo mundo inteiro, um mês tremendamente triste e doloroso. A 11 de Setembro como todos nós já sabemos foi a tenebrosa catástrofe que se abateu sobre os Estados Unidos e o mundo inteiro. Quem não tem na América um amigo ou um familiar? Ela era sem dúvida a terra prometida, o sonho dourado de muitos que partiram deixando para trás os amigos, a família e a sua pequena e velha casa... »»»


A América está de luto -  Gritos, Terror e Lágrimas
São 14 horas e poucos minutos de uma tarde calma em Portugal. O sol que espreitou logo de madrugada, parecia aquecer o coração de todos nós, mas e de repente, tudo tomou contornos do domínio do incrível, quando a televisão e a rádio anunciaram o HOLOCAUSTO no Planeta...! arrisco-me a designar de FIM, aquilo que todos vimos mercê do pequeno écran.... jamais pensável, jamais imaginável... jamais possível sonhar ver-se o céu de New YorK – ou outro qualquer – a gritar por socorro mundial... »»»


Afecto dos Afectos - Viana chora baixinho
Vivi o suficiente para me sentir realizado e feliz. Hoje, sou e ontem fui, aquilo que os homens quiseram. Um edifício elegante que tem imensa traça de história para contar. Um dia fui viagem onírica e passei à realidade quando um conjunto de cidadãos de bom tom (do arquitecto ao engenheiro, passando pelas entidades camarárias competentes e pela empresa construtora) resolveram que eu deveria ser, qual embrião, colocado no ventre de minha mãe para ser eternamente «humano»/físico e feliz... »»»


Amado adormeceu
Secou a fonte de HYPOCRENE, quando hoje, adormeceste... MESTRE! As ninfas do teu oceano vieram de soslaio oferecer flores e lavar-te, de mansinho, para o JARDIM DOS ARTISTAS! Colocaram-te uma coroa de louros, vestiram-te de branco e púrpura e numa roda multicolor... partiste céu acima coadjuvado, à esquerda e à direita, por mil aves que chilreavam um trecho excelso de MOZART! ... »»»


Seria Jesus Cristo ?
Há uns meses atrás, sentindo uma profunda confusão interior e uma imensa revolta, resolvi ao chegar a casa, acender o lume, pôr uma música suave a tocar e meditar um pouco. Era urgente arrumar e pôr no devido lugar uma série de problemas que me andavam a perturbar e a ocupar-me de forma pouco conveniente o meu cérebro e a minha mente. Quem nunca sentiu uma pequena revolta interior ao sentir e ao constatar que afinal de contas aquilo que julgávamos ser... »»»


Caíu mais uma pétala d' Abril
Todo o Homem é aquilo que preconiza SER.
Durante 87 anos viveu Francisco da Costa Gomes que, de menino de ouro a cidadão comum, deu à família e aos amigos as alegrias a as tristezas próprias de qualquer criança. Adulto teve um percurso marcado pela rectidão, pela etiqueta e pelo conceito do dever, mercê da educação militar que recebeu. ... »»»


Palácio do Fado
Rendas, brocados, fatos espalhados, faianças quais cantatas, que denunciam uma vida de saudades feita. Guitarras, jasmins, rosas, medalhas, florins, retratos pintados, excelsos quadros. Tudo foi teu, tudo tem a tua cor, a tua sede d’amor e o teu toque singelo. Aquele xaile dobrado a cetim contou-me uma história ímpar, a tua.... »»»


O Poeta que não esquece Camões
Nome: Eugénio de Andrade. Nasceu em 1923 em Póvoa da Atalaia, Fundão. Funcionário público. Tradutor, organizador de antologias, ficcionista e poeta...Para o conhecer melhor... e gostar o melhor é beber da sua escrita...só um golezinho... »»»


Daqui Maria
Do país das flores, de enormes belezas naturais e dos sorrisos, do outro lado do mundo, da (imagine-se só!) Tailândia, chega até nós um site (é o milagre da Internet!) … como hei-de dizer?!… no mínimo carinhoso! Trata-se de www.aquimaria.com e merece uma visita!
Esta “Maria” existe, é lusa-descendente e nasceu na Tailândia, onde Portugal deixou as suas marcas na história e na cultura... »»»


Amália, Raínha de Portugal
Xaile traçado e de olhos num alto promontório perdidos na contemplação do infinito, percorreste ontem as ruas da tua cidade de eleição. Mal acordaste, pela madrugada sentiste que aquela cama não era mais a tua e que aquele berço de pétalas onde estavas, estava condenado a não ser mais o teu... »»»


Adeus
Quando cheguei a casa quase não te reconheci. Estavas verdadeiramente perdido por entre gente que eu não via há muito. Dir-te-ei que foi de sobremaneira difícil perceber que, pela primeira vez, não me abraçavas ao contrário de sempre. Quase enlouqueci quando entendi que estavas atónito, esquecido de tudo e de todos e que o teu arsenal de bondade, era agora um barco blindado perdido no oceano... »»»


Sophia já se lê em francês
Nasceu no Porto, em 1919 e o seu nome, uma mistura de sangue dinamarquês e aristocrático, já ultrapassou as fronteiras portuguesas: Sophia de Mello Breyner Andresen recebeu agora o prestigiado prémio parisiense de poesia Max Jacob, instituído em 1951 e pela primeira vez atribuído a um autor não francês. Visa galardoar toda a extensa obra da poetisa mas mais concretamente o livro "Malgré les Ruines et la Mort", com poemas escolhidos pelo editor francês de Sophia e publicado pela editora La Différence. »»»


No"Pico" de Nova Iorque
No mais belo caroço da Big Apple, Manhattan, situa-se "O Pico", um restaurante de gastronomia portuguesa, neste momento de óptimas falas com a moda. Situado no chiquérrimo bairro de Tribeca, no nº 349 da rua Greenwich, mesmo ao lado do ilustre estabelecimento de Robert de Niro, recebe pessoas de enorme distinção como os membros da família Kennedy ou a polémica Monica Lewinski. »»»


Diálogo com o Mundo
Cheguei cansada ao alto daquele monte. Descobri mal saltei aquele silvado que a dor vinha de fora, vinha do meu próprio projecto de vida perfeitamente desencaminhado do contexto social do mundo onde habito. Acabei de ler Sophia de Mello Breyner e constatei, à sua imagem,...»»»


Saudade de Cristal
Olá... sou eu... quero que me vejas por detrás daquela colina e no meio daquele roseiral. Sabes, subi à Via Láctea e estou feliz, porque finalmente consigo ver-te, ter-te e pensar-te, sim pensar-te, porque conhecer a tua alma... só agora que estou no seio dos Deuses maiores. Ensinei-te um dia naquela capela à beira mar... »»»


Lágrima no primeiro 1º de Maio de 2001 - Uma Vontade Global 
Navego por mares excelsos em busca do tesouro (valores) escondido há tanto tempo. No meio do oceano e no seio de uma natureza marcada por traços de excelência busco-o, por todo o lado, e constato que maugrado as muitas tentativas para ancorar o navio (o Homem) no espaço considerado crucial, todos os esforços são infrutíferos, porque o mapa (o mundo) que transporto feito de coordenadas matematicamente estudadas perdeu o rigor...»»»


Olhares
Seis e meia da tarde no Porto. Olham-se mutuamente pessoas de olhar vago e indeterminado. Buscam o conforto do repouso. Olhos indeterminados, prostrados perante a evidência da totalidade. Dados num tabuleiro que nos enquadra e nos torna quadrados geometricamente iguais, distintos pelo que compramos...»»»


Sofrer antes do fim
Vi-te qual menino perdido no meio de matagais... nascias tão solenemente que quase senti que o Mundo era um espaço idílico onde a beleza se confundia com o teu rosto de anjo celeste.  Linda aquela manhã de Primavera plantada num Domingo de Maio....»»»


O Sino da minha Aldeia
Minha aldeia!…Doze anos depois. Ia sedento por reviver carreiros, saborear os sons da infância, a sinfonia do vento sussurrando no tal enorme carvalho....»»»


Orwell, o vagabundo
Vagabundo por uns tempos. É o que nos conta o livro "Na Penúria em Paris e em Londres" de George Orwell, editado cá pela Antígona. É uma das obras menos conhecidas do inglês que se celebrizou por "Animal Farm" e "1984". É ele o criador da figura do "Big Brother", outrora símbolo da devassa totalitária;... »»»


Esse sonho chamado Liberdade  
Talvez porque fosse sexta-feira, ela chegou da escola muito bem disposta. Beijou a mãe e o avô, foi ao quarto deixar a pasta e de regresso à sala de estar, pediu que a mão lhe preparasse um lanche... »»»


Embrulho Desfeito  
Saudade incontrolada deste mar azul que deixo. Não quero partir! Não quero dizer adeus ao solo que é meu, ao espaço que me viu nascer.... »»»


Portugal ( Sete letras de saudade)...
Portugal. Sete letras de saudade. Desta saudade que todos os dias bate forte no peito de quem não o vê, mas o sente em cada passo trilhado pelos caminhos da saudade.... »»»


7 Fatias de Saudade Emigramada  
Era um emigrante com seu fadário recheado de esperança no regresso. Derreteu os dias da sua vida a erigir palaciano sonho em tijolo forjado, na aldeia ou vilórias... »»»


Antero Monteiro
 «Quando a caneta escreve ao ritmo das emoções…»... »»»


Meu Avô e a Saudade
A serra!.. Sempre que era anunciada em casa, eu tinha logo o pressentir de um lugar idílico, de pinheirais infindos e carreiros onde cresciam amoras... »»»


Escrevivências  
"Esta terra não é pró sangue português", dizia-me há tempos um filósofo - analfabeto -- que também os há -- com trinta e cinco anos de calvário emigrado e picos de saudade ... »»»


O Trigo da Infância
Na reentrância de uma tosca janela, entre a chave da adega, sementes a esmo, um almanaque de folhas amarelecidas e pequenas imagens de santinhas a esmo semeadas,... »»»


O Lagar do meu avô
Lá estão. Os resquícios do que fora outrora um lagar. A dorna desmantelada, arcos enferrujados num canto distendidos, a trave de carvalho encastoada na parede de granito... »»»


BIG BROTHER
Cansada de ser, escuto a voz da minha própria consciência. Ouço em desalinho o peso do incrível e a voz da insensatez. Fecho os olhos e de pálpebras semicerradas constato, ao longe, uma multidão que grita exasperada, que a estrada não tem fim »»»


O Grito de Amália


Sonho logisticamente desfeito
Quase quebro sobre o peso de um estrondoso pesadelo que me assola. Navego nas minhas memórias de menino depois de escutar...»»»


Portimão
Porto à Mão, espaço sem eras por contabilizar, mas com muitíssimas histórias para registar. Quando o viajante chega a esta cidade do Sul fica perplexo com a magnitude da sua beleza.


Amália: Diva, Mulher e Fado
Vieste do Sempre, do seio do Eterno, do coração do Longínquo e desceste num guindaste d’oiro e pedrarias até ao Politeama. Sabias, decerto que Polis é cidade e que esta Lisboa te ama demais, porque o trono d’esmeraldas onde te sentaste e o copo de cristal que agarraste, mal voltaste, era «made in Portugal». »»»


 CASCAIS, laço de pétalas feito
Olhando sinestesicamente Cascais perdemo-nos no tempo, e quais navegadores do século XVI, somos conduzidos à Ilha dos Amores Camoniana onde não faltam as nereidas, filhas do Oceano que contracenam connosco, mostrando-nos que, neste espaço nada falta de saborasemente delicioso...  »»»


SINTRA, Saúde e Vida
Castelo dos Mouros, cidade plantada de história. É extasiante olhar estas muralhas marcadas pelo tempo e fazer analepses continuadas levando o imaginário a colocar, aqui, saltibancos, arlequins, momos, fadas e aristocratas. Recuando no tempo, vêem-se casamentos, baptizados, desamores e muitas setas atiradas numa ânsia desenfreada de posse; posse deste espaço majestosamente verde e ímpar que o mundo galardoou com o epíteto de "Património Cultural".  »»»


Ser do Ser
Sonhei que era outra vez menino e que vivia lá longe na "via láctea" onde o Mal não tinha cor nem outras quaisquer características. Lá o sonho era perpétuo, a paz era uma constante e os homens não se dividiam nunca, eram eternamente irmãos. »»»


O Português
Lá longe o atropelo do quotidiano obriga-te a esquecer a pátria distante, mas quando a noite cai a exasperação é consequência de uma enorme saudade do céu de Portugal, do manto diáfano cheio de estrelas que, em qualquer estação percorre este espaço majestosamente belo.  »»»


SINTRA sob olhar de Eça de Queiróz
Conforme planeara, Carlos parte para Sintra com Cruges.
O objectivo, inconfessado, é encontrar a misteriosa dama do Hotel Central. Estava para se hospedar na Lawrence, onde supunha que ela estivesse mas, num rebate de brios, decide ir para o Nunes. Ali encontra Eusebiozinho e um amigo, que tinham vindo para Sintra com duas espanholas.  »»»

 

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