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Carta a todo o ser que a possa ler

( parte 2 de 2 )

E para cúmulo, semelhantes monstros chegaram ao poder. As pessoas já não têm tempo para educar os filhos. Não têm tempo nem capacidade pois, ao longo dos tempos, foram-se perdendo todos os valores morais. Os pais cometem erros e não conseguem transmitir aos filhos que os cometeram, pelo que os filhos os vão também fazer. Como todos os seres humanos, os filhos irão cometer os seus próprios erros que se irão juntar aos erros dos pais. Um dia esses filhos serão eles próprios pais e o ciclo repetir-se-á infinitamente, fazendo com que os erros da sociedade aumentem cada vez mais. Desta forma a criminalidade e o desrespeito aumentam, sendo os jovens os principais autores. Pais e filhos cometem injustiças sem saberem e só quando é tarde de mais é que entendem que erraram e que contribuíram para o aumento da hecatombe em que a sociedade se encontra. E há ainda os problemas ambientais. Os seres humanos estão a destruir o planeta, contaminando-o com produtos tóxicos e destruindo os seus recursos naturais. Os seres humanos são os vírus do mundo onde vivem, pois tal como os vírus que atacam os humanos, estão a destruir a sua fonte de vida esquecendo-se que assim se auto-destroem.

Resumindo, hoje vejo as pessoas tornarem-se escravos de uma sociedade que se vai afundando cada vez mais numa poça de asneiras. Já nada faz sentido. As pessoas contradizem-se a cada dia. Eu, por exemplo, estou aqui a escrever isto, mas depois sou capaz de me preocupar imenso se tão tiver a média de quinze de que preciso para entrar para a universidade. Uma simples média quando há tanta gente que se não conseguir encontrar rapidamente a comida de que precisa para viver, morrerá de fome. Estamos todos confusos e desamparados, a maioria de nós rendeu-se aos problemas, pois ninguém sabe o que fazer para rumar contra a auto-destruição.

É por estes motivos, que eu venho pedir a cada um de vós, que ajudem a que a sociedade se una e em conjunto crie de novo as bases para um mundo de paz e de amor que é isso que todos nós queremos. Será assim tão difícil atender a este pedido? Espero bem que a resposta seja não, embora tema vivamente que seja – sim. Temos de tentar homens, a esperança é a última a morrer!

P.S. Esta carta é dirigida a todo o ser que a possa ler pelo que eu peço a si que está a lê-la, que faça cópias desta e as entregue a outras pessoas, de preferência, que ainda não a tenham lido. «««

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