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Carta a todo o ser que a possa ler

( parte 1 de 2 )

Chamo-me Sofia e tenho 15 anos. Pertenço à raça dos humanos, a espécie inteligente do planeta terra e venho por este meio pedir ajuda para a salvação deste planeta. É que o poder da inteligência dá, àqueles que o têm, capacidade de ter ideias próprias, liberdade para construir e destruir, amar e odiar, aprender com o erro e errar, ou seja liberdade para alterar quase tudo e todos como pensa dever ser certo mas sem saber bem o que é certo. Numa palavra, a inteligência tem tanto de bom como de mau. Ora, acontece que o Homem não soube ter cuidado. Os homens afastaram-se. Por amigos apenas têm os que conhecem e que escolhem. Isto fez com que o ódio se espalhasse rapidamente, o egoísmo aumentasse e as pessoas se deixassem de entender. Consequentemente, começou a haver problemas. O ódio e o egoísmo fizeram com que as pessoas começassem a fazer mal umas às outras e também originaram a guerra onde se matam milhares de inocentes. A falta de entendimento entre as pessoas fez com que estas não fossem capazes de decidir as coisas de comum acordo e, por isso, tivessem de escolher um chefe ou chefes para decidir tudo o que se deve ou não deve fazer, chefes esses, que fazem quase tudo o que querem e que raramente pensam nos outros mais do que em si próprios, querendo tudo para si e deixando nada para os restantes. Além disso com os chefes aparece também a luta pelo poder.

O dinheiro foi outra consequência maligna. Os seres humanos não foram capazes de viver simplesmente partilhando o que tinham, e por isso, passaram a usar o dinheiro para efectuar trocas. O resultado foi a criação de uma dependência. Vive-se para e em função do dinheiro. Só quem tem muito dinheiro é que é respeitado. Segundo as leis para ganhar dinheiro basta ser útil à sociedade e ganha mais quem mais útil à sociedade é. Mas a verdade é que se por um lado quem não consegue ser útil à sociedade ou quem não segue os seus interesses por achá-los injustos, fica praticamente sem nada, por outro lado, os fora da lei são muitas vezes riquíssimos, e têm tudo o que querem roubando e até às vezes, matando.

Com tantos problemas a sociedade foi-se corrompendo. A separação, o ódio, a maldade, o egoísmo foram-se multiplicando e acabaram por destruir as bases da paz do amor e da razão. Neste momento, ao mesmo tempo que se tenta encontrar cura para as doenças matam-se inocentes por tudo e por nada. Começaram a aparecer os monstros, humanos filhos da sociedade, carregados de ódio e de egoísmo, capazes de matar até crianças, destruindo tudo o que os impedir de fazer o que querem, sem pensar em mais ninguém.  »»»

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