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NÃO É UTOPIA Contigo vou ao paraíso. Arranco uma pétala de flor e caminho pelas giestas até àquela colina que vislumbro daqui. Sabes, lá vive o rei dos reis num palácio translúcido, mas onde toda a energia se acumula, dia a dia, cativante e excelsa para te dar aquela gota de alegria de que careces, há tanto tempo. Sei que estás exausto. Desconheces que viver é um acto impertinente e nada fácil de levar para diante. Dir-te-ei que terás – todos os dias – que fazer uma ode à vida, pedindo-lhe um poço da sua coragem, que vive dentro de ti, quieta e amornada pela brisa nervosa que tantas vezes te acompanha. Quero que aprendas que existes, logo sentes; razão pela qual tu serás aquilo que quiseres ser, basta exclusivamente que tenhas conhecimento das tuas faculdades, dessas capacidades que dormem contigo diariamente, pedindo-te que as manifestes, mas que ousas – por deliberação pessoal – resguardar dentro da tua «secretária antiga». Sei forte, dá a mão à vida e busca-a sem atropelo. Olha o céu – todos os dias – e grita de alegria por te sentires vivo. A única realização pessoal que nos assiste é acordarmos diariamente para esta vontade de tirar do Tempo, aquilo que quisermos. Lá longe, num espaço que tu desconheces, vive alguém esperando a tua sorte, a tua sina. Esse ser busca-te diariamente, pedindo um pouco da tua atenção; mas tu fazes de conta que não vês ninguém e, indiferente a tudo, caminhas no teu passo incerto e cheiro de veredas. Vai em frente, não pares no STOP, porque se o fizeres, estarás a esmagar a criança – o teu retrato de infância – que está dentro de ti. Sorri para o mundo, brada ao mar porque estou certa de seres escutado. Dialoga com as montanhas, com os rios e os veados e verás que te sentes minimamente contente, porque abriste o teu ser à contemplação da tua própria existência. Aqueles que te virem sorrir dirão que estás louco, mas é falso, porque afinal nunca estiveste tão sério e tão capaz. Hoje és feliz, porque sorriste, porque apagaste da tua alma coisas esquisitas, que o Tempo queria cimentar. Acredita, que o mundo amanhã ver-te-á de outro modo, tão só porque qual criança trepas rio acima em busca de ti mesmo, e procuras o tal palácio translúcido onde vive o rei; esse não é outro senão o caminho que te espera para te encontrares e seres FELIZ! Quero pedir-te aquele sorriso estridente que não ouço há muito tempo. Estou certa que se o ouvir ao longe, verei – na areia molhada da praia – uma cantata equacionada pelos deuses que será uma oferenda a ti e ao teu EU! Não adormeças cidadão, homem, menino, moço… acorda porque o Tempo passa e a vida esgota-se. Enceta já aquela gargalhada que te ensinei a dar, no início do texto! <% ShowRating %>
O Teu percurso »»» |
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