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SÓ MULHER

( parte 1 de 2 )

    Mulher é sinónimo de protecção, carinho melopeia e compreensão. Mulher é apanágio de doçura, entendimento, submissão e amor. Mulher é berço de criança e cascata de crescimento, por nove meses.

O amor por ela plantado , ao longo dos séculos, é um sentimento de macro-valência. É o querer do querer, sem quaisquer cobranças... é a paz elevada ao infinito... é ser capaz de dizer adeus ao mundo, quando necessário, para salvar um filho da dor, da amargura ou de outra qualquer hecatombe.

Todavia, neste início de século, fácil é perceber que, afinal, MULHER pode ser entendido como nome pejorativo, insólito e irritante, porquanto – apesar dos elevados desenvolvimentos da tecnologia - a moral do Mundo é um «míssil de pequeno alcanço», que só atinge o que quer e quando quer. Assim sendo, sabe-se que a designação pesa pouco em alguns países do mundo que, engolidos pela cegueira do sexo forte teimam em considerar que a rosa ( a mulher que alguém plantou num jardim ) é lixo, é debilidade personificada e é, ainda, moeda de fácil troca, porque não tem qualquer valor humano.

A mulher é personificação de seda, luz, alegria e paz no - Ocidente Mundial - , todavia uma grande parte da população do globo, não consegue entender, porque é que este Ser divinal a mulher/mãe que é sacralizado ao êxtase por qualquer filho de certas partes da Terra, é considerado PROBLEMA, ameaça e papel para reciclagem por tantos homens de tantos outros mundos que mais relembram fragmentos da Grécia e da Roma antigas. Será que ter mãe num parte do mundo é diferente de ter mãe numa qualquer outra parcela do universo?! Como é que é - perfeitamente possível - que se vejam filhos a pactuar com tantas atitudes animalescas feitas às próprias mães, quando o nosso interior humano deverá recomendar - que ela seja o melhor bocado de nós -, que quando caído ou doído dá lugar à quase perda da nossa existência...! Não é possível que se conceba uma mãe, à imagem de um animal, que por desobedecer ao dono ( por enfado) lhe sejam doados açoites variados, encerramentos em espaços deploráveis, e até enfurecimentos mortíferos.

Qual é o filho deste novo século que concebe que a sua mãe seja ultrajada por um conjunto de gente, doente que a pode sacrificar até à morte e levá-la para a zona recôndita do nada, extemporaneamente?! Não se pode conceber que certas CULTURAS atinjam o clímax da maldade, sem que se lhes diga que, se são de uma inteligência atroz para a prática do mal, da guerra e da morte, deverão sê-lo também para a preservação do nome daquela que lhes trouxe na materna sepultura durante o tempo convencionado para terem um SER. Terá que haver uma maneira de se dizer ao HOMEM mundial que ela é, qual gota de água caída num oceano, que se não for preservada tombará para nunca mais aparecer navegando por entre vagas altas em busca do filho que concebeu e que tanto amou.

A mulher deste planeta tem direitos e não só deveres. Digo isto – convicta de que uma multitude de gente do sexo feminino – apoiaria esta tese de defesa deste «condimento essencial para a preservação da espécie humana»! Que triste é perceber que o «sol só nasce para alguns» e que, apesar de se ter chegado tão longe em tecnologia, ainda se continua a tratar a «SEMENTE MUNDIAL» como se de pétala de rosa murcha se tratasse. »»»

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