Envie mensagens para telemóveis !    


   Tradutor
   Câmbios
   Conversor
   Câmbios do Dia
   CHAT
   MAIL
   Livro de visitas
   Hino de Portugal
   Top TerraNatal
   Novidades!!!
Pesquisa
              
 

   Por temas
   da Terra
Com.Lusófonas

   Informações
   Entrevistas
   Reportagens
   Festas e Romarias
   Viagens
   Destinos
   Crónicas
   Consultório
Escrever ao longe
   Frases ditas
   Cidadão
   Empresas
   Emigrante
   Comunidades
   Meteorologia
   Telefones Úteis
   Códigos Postais

XYZ

 

Jogos
   Horóscopos

 

   Adicionar site

 

  

 

O SACO AZUL

O saco azul continha uma lufada de ar fresco.

Daniel passava com ele pela várzea, julgando que levava lá dentro milho para as mais de setenta galinhas pertença da capoeira de sua mãe, mas era falso. O que ele transportava era aquele pó branco, mortífero que o Dr. Sócrates, o médico da aldeia lhe pedira que levasse até ao alçapão da quinta. Daniel transpôs a cerca eram precisamente 19 horas.

A tarde era de um Agosto quente e o rapaz sentia-se em simbiose com a natureza: feliz, radiante talvez, por ter sido capaz de trazer até ali, aquele saco azul com tanta comida para muitos dias. Agora na sua capoeira - e por graça do senhor doutor - as aves não teriam mais fome, pensava extasiado!

Entrou no alpendre fronteiriço à casa e percebeu que estava só, porque as janelas estavam encerradas e as duas portas de acesso ao interior tinham o ferrolho passado. Semi preocupado, clamou pela mãe que não o atendeu, e com aquele terror próprio do receio foi devagar até ao sótão, pois urgia colocar lá o que trouxera de véspera da cidade grande. A entrada naquele quase labirinto foi feliz, porque como estava tudo limpo, à imagem da alma de sua mãe, rápida foi a abertura do saco; todavia o espanto de Daniel não poderia ter sido maior, quando constatou, que o milho estaria só nos seus sonhos e nos seus pensamentos de homem bucólico, ingénuo e simples, e que aquele senhor se atrevera a gozá-lo, ofertando-lhe farinha que, nenhuma falta já fazia, agora que os fritos de Natal já haviam passado.

Preocupado, Daniel tirava com jeito os sacos pequenos para não entornar o produto, quando foi surpreendido por uma voz forte, grossa, feroz «... larga bandido... polícia... estás detido.» A perplexão foi rainha e o terror tomou conta de si. Desesperado gritava que não havia roubado a farinha, que havia sido um doutor, um senhor rico da aldeia a pedir-lhe que a fosse buscar à cidade grande, dizendo que depois fariam a distribuição pela sua casa e a dele. Daniel não conseguia explicar-se mais, porquanto a pressão policial era muita.

O grito de DROGA suou plangente, e Daniel em vez de vender a alma à justiça dos homens, jogou de mãos a uma forquilha e espetando-a no peito disse a todos, que ia dar de beber ao irmão mais novo, ao Selmo que estava no céu há menos de seis meses, e que lhe pedira tanto aquele copo de água que ele nunca consegui dar.

Agora dar-lhe-ia uma gota de vida e juntos visionariam o mundo onde só os poderosos têm força e são agraciados.

 

<% ShowRating %>

O Teu percurso »»»
Mulher/Mãe »»»
Conselho fora de horas »»»
Silêncio e pó »»»
Desumanização »»»
O professor do século XXI »»»
Que Mundo »»»
Viagem »»»
Não é utopia »»»
Viver é nada, se quiseres »»»
Faz frio na cidade »»»
Um Conto de Natal »»»
Criança sem dote - O mundo cortou-te a linha da felicidade »»»
O meu país está diferente »»»
Ficaram as cinzas -  A montanha chora »»»
O saco azul »»»
Que estranho Natal »»»
Criança »»»
Encontrei-me »»»
Descobri a tua infância - Não vás buscar a criança que chora na estrada »»»
Qual é a vontade dos homens? »»»
Amo-te »»»
O Arco Íris - Cromotografia »»»
S. Valentim e o Cupido entrelaçam quem ama »»»
Viajo sem sucesso »»»
Qual é a vontade dos Homens ? »»»
A tua Morte é a minha História »»»
Escola, ... Já fui O Tempo moeu-me a vida »»»
Anjo da Guarda »»»
A Argentina perdeu a cor »»»
O Euro »»»
Queria um Natal como o teu »»»
 Não Aceito a Dádiva, quero merecê-la »»»
O teu declínio - O Conto que eu nunca contei »»»
Dalai Lama - Um Peregrino em Portugal »»»
Olha-me atrás daquela Estrela »»»
Nunca foste Criança - Grito de Revolta »»»
Dependência nunca mais Tabaco, Triste Fado »»»
Os sonhos que eu não quero »»»
O que os homens querem eu não faço »»»
Criança Sem Mundo »»»
Dia Mundial da Poupança »»»
A Saudade aviva a memória »»»
Só Mulher »»»
Antrax »»»
Dois Anos sem Amália... »»»

Guerra Acesa, Mundo Doído »»»
Quando o frio se chama falta d'amor »»»
A América está de luto »»»
Afecto dos Afectos - Viana chora baixinho »»»
Amado adormeceu »»»
Caíu mais uma pétala d'Abril »»»
Palácio do Fado »»»
Amália, Raínha de Portugal »»»
Adeus »»»
Lágrima no 1º Maio de 2001 »»»
Diálogo com o Mundo »»»
Saudade de Cristal »»»
Embrulho Desfeito »»»
Sofrer antes do fim »»»
Entrevista »»»
O Português »»»
Ser do Ser »»»
Sintra, Saúde e Vida »»»
Cascais - Laços de Pétalas »»»
Amália - Diva, Mulher e Fado »»»
Portimão »»»
Sonho Logisticamente Desfeito »»»
O Grito de Amália »»»
Big Brother »»»

   
Adicionar Site   Publicidade   Comentários   Colabore connosco   Missão   Press Release   Imprensa   Contactos   Mapa do Site   Link para o TerraNatal    Parceiros