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NUNCA FOSTE CRIANÇA
GRITO DE REVOLTA
( parte 1 de 2 )
Menino (a), alguma vez
foste criança?!
Alguma vez viste o sol brincar
contigo, por detrás daquela colina?!
Sê que não és capaz de afirmar o
que quer que seja, tudo para ti, tudo são interrogações retóricas - porque tudo
o que fazes ( as pedras que deslocas, as madeiras que transportas, as couves que
semeias, o gado que levas a pastar...) é porque te obrigam a equacionar tão
depressa quão possível. Querem filho, que lutes exaustivamente pelo poder
económico que será sempre dos outros, porque tudo o que tu querias era ser
pequenino.
Mas não sabes... nem nunca saberás
o que é ser criança?!
A sociedade que te viu nascer, só
te deixa crescer... não te protege das intempéries nem te deixa ser, aquele SER
necessitado de protecção e amor. Sei que quando te doem as gengivas, porque os
dentes querem ser «senhores», tudo se apaga atrás das tuas dores... só as
lágrimas te saúdam, porque mesmo que chames por ela ( a mãe) a sociedade
patriarcal obriga-a a que se mantenha longe de ti... e assim quase que ficas
colocado do lado de lá do monte, a aguardar que as tuas pernas cresçam e o teu
corpo também, para ultrapassares tantas sensaborias que te afundaram, mas que
nunca soubeste reivindicar.
Sei – e todos os homens disso têm
consciência – que querias à imagem de tantos meninos do Mundo, ser mesmo
pequenino; quererias conhecer os abraços dados com sabor a amor, por aquela te
trouxe na materna sepultura, mas o Mundo tem contornos do incrível e – ainda
hoje, não há quaisquer hipótese, viverás assim, até que o Homem queira!
Quando te vi, percebi que os teus
olhos e a tua figura telegénica pediam um porto de abrigo rápido, porque te
senti com 5 e com 6/7 anos, perdido do mundo, alienado a tentar perscrutar além
da vida. »»»
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O Teu percurso »»»
Mulher/Mãe »»»
Conselho fora de horas »»»
Silêncio e pó »»»
Desumanização »»»
O professor do século XXI »»»
Que Mundo »»»
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Viver é nada, se quiseres »»»
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Criança sem dote - O mundo cortou-te a linha da
felicidade »»»
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Ficaram as cinzas - A montanha chora
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Que estranho Natal »»»
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Qual é a vontade dos Homens ?
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Amália, Raínha de Portugal
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Lágrima no 1º Maio de 2001
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