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LÁGRIMA NO PRIMEIRO 1º DE MAIO DE
2001 ( parte 1 de 3 ) Navego por mares excelsos em busca do tesouro (valores) escondido há tanto tempo. No meio do oceano e no seio de uma natureza marcada por traços de excelência busco-o, por todo o lado, e constato que maugrado as muitas tentativas para ancorar o navio (o Homem) no espaço considerado crucial, todos os esforços são infrutíferos, porque o mapa (o mundo) que transporto feito de coordenadas matematicamente estudadas perdeu o rigor. Hoje o oceano desconhece os seus contornos e o Homem íntegro que queira, à imagem de qualquer almirante, levar o barco a bom porto, não consegue navegar em segurança, porque as rotas perderam o traço (as sociedades) e o tesouro está, portanto eternamente esquecido no seio do mar alto. Somos muitos os marinheiros (os professores) que querem desvendar o Oiro para o ofertar às gerações vindouras. Mas hoje tudo mudou e à beira do século XXI não há quem queira partilhar dos muitos itens daquele tesouro que o mar guarda e sacraliza nas suas profundezas. Um dia, oniricamente, desvendei os muitos motes e glosas inscritos naquele pergaminho fechado a 14 chaves e conclui que, o tema subjacente era o trampolim de sensatez que elevaria os Homens ao reino dos deuses. Existiam - naquele tempo sem eras - e nos meus olhos crispados mil pautas de postura, elegância e glamour sentimental. Nas sétimas dos vilancetes constatei que o poeta d'outrora gritara, à exaustão, que o mundo só se faria na autenticidade, quando os valores morais fossem cimentados ... quando a FAMÍLIA e a ESCOLA concluíssem que os Homens têm regras que forçosamente devem ser equacionadas passo a passo, dia a dia. O RESPEITO é a arma dos indivíduo sobretudo daqueles que têm o dever de ensinar, mostrando que o mundo não é um arco-íris que aparece fugazmente, mas que é um espaço onde indivíduos contracenam diariamente realizando as tarefas mais díspares, desde comer e beber até à prestação dos serviços mais logisticamente e humanamente trabalhados. Direi que, quando o letrado, o pedagogo, o escritor e outros doutos esquecem que o mundo é um centro de bonança onde não podem faltar as escadas necessárias para a passagem discreta e majestosa da bondade e da solidariedade, então todos os outros homens esquecerão que foram e são filhos d' alguém que não tarda a desaparecer para os mundos recônditos do nada, e deixam aqueles que lhes deram o Ser apodrecer nas teias da solidão e no embalo de um qualquer espaço disfórico onde a salubridade é rainha. »»»
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