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GUERRA ACESA, MUNDO DOÍDO

( parte 1 de 2 )

    7 de Outubro de 2001... o mundo acordou à beira da exaustão. O Homem permanece disposto a dar ao inimigo as fatias de veneno que recebeu, e por consequência o Sol vai tomar contornos nigérrimos, porque a dor, o suor e as lágrimas que já foram bastantes, agora tomarão proporções descomunais.

Outra vez o insólito, porquanto muitos vão ser os indefesos a receber os laivos de uma retaliação – que merecida ou não, só Deus sabe – vai conduzir muita gente ao mundo dos ecos surdos. Há tão pouco tempo que caíram milhares de homens comuns em nome de fanatismos de políticas e de sociedades ditadas pelos homens, e agora, dá-se início à resposta nefasta e quase guerreira dos homens que, marcados pela dor querem repor a sua conduta, querem honrar os seus mortos e atingir a dignidade. O mundo está cheio de hecatombes que teimam em não parar, está pleno de doenças que proliferam dia após dia - sacrificando novos e velhos - aos mais elevados tormentos e, agora como se não bastasse, o Sol ( a alegria ) esconde-se por detrás do horizonte e a noite ( a morte ) vem matreira dizer que o seu negro remeterá o Homem para o medo, e que por consequência, à custa do terror o dia surgirá pesado e vestido de luto, porque o indivíduo mau se ausentará.

Não creio que seja essa a vontade do «guerreiro» nem o querer de tantos que, em nome de um ser superior que vive além da Via Láctea teimam em sacrificar tudo e todos. Fanatismos, ilusões e desamores tudo contribuiu par matar abruptamente o solo e o sol americanos, mas não creio que apagando-se o sol no Afeganistão o falso actor seja demovido dos seus intentos e entregue a quem dele faça vento norte.

Contrariamente antevejo um recanto plantado de ódio, semeado de horrores que, à morte do falso senhor, fará arder o mundo e sobre muitos dos homens cairão feixes de dor, saudade, luto e morte. Homens como este serão capazes de matar a sangue frio sem quaisquer problemas de consciência, pois são quais feras humanas capazes de conduzir todo o planeta par a zona recôndita do Nada. Não sei se valerá a pena a perda de mais vidas inocentes, quando sabemos, à partida, que este tipo de Homem não se redime. »»»

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