| ||||||||||||||||||||||||
|
|
O Euro ( parte 1 de 2 ) Nasceste, mas és em tudo tão diferente daquilo que é usual, que quase assustas muitos daqueles que te quereriam utilizar e venerar. É verdade que enterraste outras moedas, mas não por vontade própria, todavia também é verdade que – mercê da força que possuis hoje – deverias, aquando da tua feitura... ter pedido aos agentes dos mais variados mercados europeus, que te fizessem mais «certo» (mais simplificado), mais verdadeiro e mais facilitado. Vou explicar-te: estamos na era de todo o desenvolvimento, e tenta-se – a todo o custo – que o Homem consiga desembaraçar-se de tudo com uma rapidez galopante, isto é, fazem-se carros velozes para subirem «rio acima» numa vertigem enorme, porque urge que o longe, se torne perto. Fazem-se comidas rápidas, quase «descartáveis», porque é necessário que nas refeições não se gastem tempos, uma vez que do minuto ao segundo – tudo hoje é precioso - , direi que o Homem precisa de todo o momento, para ver facilitada a sua vida. A máquina, nesta século, impõe-se, porque com o seu auxílio tudo é feito atempadamente, todavia tu nasceste, mas trouxeste atrás de ti um conjunto de filhos e netos, que deixam o facilitismo marcado pela tontura da descoberta e obrigas ao restauro consecutivo da memória para a conjugação de tanto pequeno metal que urge ser contabilizado todos dos dias a todas as horas. Deixaste que te fizessem antigo, pequeno e grande como outrora, e esqueceste que neste século de avanços permanentes deverias ser, tão só, a personificação da facilidade. Mas a aposta veio desgovernada e hoje, convives connosco debaixo de uma conjunto de cabedais e outros materiais que dificilmente te sustentam... voltámos às grandes carteiras, aos porta-moedas de outrora, porque tu vieste cheio de folhos e laços, que em vez de te tornarem pragmatizável, fazem de ti elemento cansativo e até problemático... um cêntimo, dois cêntimos... um euro, vinte euros... dir-te-ei (que para muitos és) uma confusão infinita numa era de modernidade e de autenticidade; todavia terei de te dizer que nem tudo foi negativo na sua aterragem, justamente porque os benefícios que fizeste traduziram-se na possibilidade de olhar a moeda de vários países da Europa e constatar que ela é a mesma, mas isso só é excelso para aqueles que como tu têm a possibilidade de correr o Mundo, de voar sistematicamente, porquanto os mais humildes que não conseguem sair da sua aldeia, vila ou cidade pouco têm a lucrar com essa igualdade, mas convenhamos que para efeitos económicos, disseram que nascerias para melhorar as condições de vida de tantos europeus e, que era necessário senão premente, que chegasses depressa e bem! »»»
O Teu percurso »»»
|
|