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OLHA-ME ATRÁS DAQUELA ESTRELA ( parte 1 de 3 ) Subi, rio acima em busca do incógnito. Trepei até ao alto de um monte e, quando fazia a escalada, dei conta de que, afinal, tudo ficara para trás, o amor, a felicidade, a alegria e a família. As restantes estrelas humanas permaneciam quedas e alienadas, porque não se conseguiam convencer da minha partida para longe do palpável e do visível. Sofri tanto, quando o trenó me levou, que quase perdi a consciência do espaço para onde ia. Chorei convulsivamente... e num ápice de loucura, perguntei a Jesus, se eventualmente do manto estrelado para onde voava, era possível ver-se e entender-se o Homem. A resposta não surgiu, porque vislumbrei logo – os filhos que deixei e a mulher que tanto amei – sentados ao meu redor e pesados pela dor. Caminhei baixinho, por detrás de um monte alvo, e com a ajuda de uma linda rena fui até ao pé do meu amor, e limpei-lhe as lágrimas suavemente... deixei que uma paz enorme tomasse conta da sua alma, e depois depositei nos meninos que choravam, mil flores de fantasia e de futuro. Ao mais velho pedi-lhe dignidade, postura, integridade e legitimidade. Em surdina mostrei-lhe o que fui, o que fiz e solicitei-lhe que fizesse aquilo que tanto me havia prometido... aquele diploma, que eu queria a todo o custo. Ouvi, um SIM dito com determinação e posteriormente abeirei me do meu pequeno rebento para o saudar. Limpei-lhe uma lágrima matreira, tirei - lhe da ideia mil histórias mal contadas e tantas imagens de dor, e com a dignidade de pai, disse-lhe baixinho que fizesse também, aquilo que me prometera: amar-me além da vida, cultivar a bondade, a solidariedade, a honra e terminar – num futuro bem próximo – aquele curso tão descorado por minha própria causa. Fora aquela triste moléstia que me afectara, durante mais de um ano - que o tirara do seu centro de estudos... da sua Faculdade, para permanecer dias e horas à minha cabeceira, olhando o meu definhar sincopado e triste. »»»
O Teu percurso »»» |
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