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DIA MUNDIAL DA POUPANÇA Hoje, apetece perguntar às mais variadas Instituições, qual a conotação de dia Mundial da Poupança! Apetece gritar que decerto – os deuses estão loucos – quando pedem, implicitamente, ao cidadão comum, que mal tem para o seu sustento básico, que reflicta naquilo que não deve consumir... incrível! Olho perplexa para as crianças deste mundo mórbido e constato que o HOMEM não pode pedir contenção (poupança) da agonia, do sofrimento, da doença e muito menos daquilo que elas gastam ou quereriam gastar com a compra daquele brinquedo lindo que lhes desafia desde há algum tempo ou com a compra daquela peça de indumentária tão necessária para a sua existência. Dói a alma pensar que o MUNDO comemora este dia como se de outro qualquer, de fórum banal se tratasse, quando há outros dias que querem dizer tanto e que não são mundialmente reconhecidos. Veja-se este ano o dia da mãe...! O que será ele para tantas e tantas mulheres que - em tantas partes do Universo - e por disputas de forças económicas viram partir os seus meninos de oiro, mercê da muita maldade humana e de tantos laivos de fanatismo de vária ordem?! Será que valerá a pena continuar a investir nestas datas (Poupança, Idoso, Criança, Natal, Mãe, Pai... etç), quando o MUNDO está em guerra contra si próprio e contra o próprio Homem?! O Dia da Mãe está no coração de todas as mulheres que sabem amar, e que por ter perdido a fonte do viver, querem esquecer que este dia existe (agora, só para algumas), e querem exclusivamente recordar aquela fotografia marcada pelo tempo, pela hora e pelo dia fatal! Torres físicas caídas, filhos chorados, estilhaçados, distorcidos, desaparecidos.... e como retaliação, crianças de zonas perdidas, esquecidas da civilização e da vida jazem naquelas ruas do Afeganistão ( e de espaços afins), olhando já sem ver o Homem que as trucidou, aniquilou, levou! Dia da POUPANÇA – volto a reflectir - se existir, será só para aqueles que, em larga escala, continuam indiferentes à morte, e querem decerto ser, não tarda, os mais ricos do cemitério?! É notável como este dia não se transforma no dia da solidariedade e da paz... porque carecemos todos de muita compreensão para continuar esta caminhada tão insólita e macabra. A guerra faz-se lá longe, todavia ela entra-nos todos os dias pelos olhos da alma, mercê dos Media. Tenham dó do Mundo, dos velhos, das crianças e tirem estas datas obsoletas do mapa porque, hoje, já não têm razão de existir! Eu quereria ver a Sbanam, o Soel, o Pedro ou a Catarina a comprarem, no dia de hoje, aquele brinquedo caro ou barato, mas que faria a felicidade destas «plantas humanas» que o Homem regou e fez crescer, mas contrariamente e apesar da morte e da dor subjacentes, ainda, temos mais um dia de contenção – não à compra, sim à amarra, quando ela é tão forte, Senhor?! Deduz-se, facilmente, que o que o mundo deveria fazer – neste dia – era proceder à contenção das despesas com todas as espécies de armamento e outro material bélico, porque esse sim, não deveria existir à superfície deste planeta já tão castigado pela força do dinheiro e da maldade do Ser humano. Portanto, penso que Instituições Internacionais de macro-valência deveriam exigir, rapidamente, O DIA DA PAZ MUNDIAL EM TODO O PLANETA, para fazerem da noite, luz que permita ao Homem vislumbrar milhentos caminhos para a arquitectura da bonança tão esquecida nos cofres do bem e da sensatez! A conotação dada ao dia que pragmatizaram, hoje, deveria basear-se exclusivamente no terminus das muitas guerrilhas, porque essas sim, são CONSUMISMO CARO que se torna barato face ao contexto e ao conjunto de objectivos que as norteiam. Fica aqui a solicitação: amanhã ou hoje queremos que o Consumismo bélico pare, porque quando isto se fizer, o Homem estará deveras bem relacionado com o vil metal. E se continuarmos a falar de DIA da POUPANÇA poupemos, PORTANTO, as vidas humanas tão despidas de sensatez e guardemos os muitos milhões gastos em guerras e retaliações, usando-os na construção e na preservação das VIDAS HUMANAS! <% ShowRating %>
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