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DIÁLOGO COM O MUNDO
( parte 1 de 2 )
Cheguei cansada ao alto daquele
monte. Descobri mal saltei aquele silvado que a dor vinha de fora, vinha do meu
próprio projecto de vida perfeitamente desencaminhado do contexto social do
mundo onde habito. Acabei de ler Sophia de Mello Breyner e constatei, à sua
imagem, que a infância é o tempo das alegrias maiusculadas, o percurso
infinito do bem estar e do equilíbrio e que durante este tempo, tudo são rosas
alvas plantadas no nosso altar de carinho e amor fraternos.
Todavia e à medida que o oceano toma contornos
diferenciados, tudo vai sendo raios de caos, peças do cosmos que se apanham com
facilidade, porque estão distorcidas pelo silêncio da nossa existência.
Porque existimos?! Será que o projecto de vida equacionado por cada um de nós,
é assim tão diferente de Homem para Homem?! Não obtenho resposta – quando
reflicto – e olhando aquele pássaro vermelho vindo do lado do sul deixo que
algumas lágrimas matreiras digam de si e dos outros. Aqui tudo é êxtase e
cada vez mais me agarro a Alberto Caeiro e com ele quero deambular por todos
estes montes e vales, porque só aqui no sopé desta montanha tenho a paz de que
careço para ser feliz.
Quero ver para crer, quero dizer às papoilas que sou igual a
elas, qual flor silvestre nascida para ser livre e para dar cor e magia à
plenitude. Quero ser aguarela de mestre, mas pintada com a simplicidade peculiar
dos homens de boa vontade, quero tactear a ataraxia para saber compartilhá-la
dia após dia, porque cada dia que passa, sinto o mundo mais perto do estado de
perda, e sinto o Homem mais isolado de si mesmo.
Hoje e aí na cidade – em qualquer ponto do globo – diz
que se diz, diz que se viu, mas com os olhos dos outro, e as conversas versam o
fútil e o barato que o sociedade semeia. Aquelas metas de felicidades estão
escondidas no seio de cada ser e, cada vez mais parece ser feio ou insípido
dizer-se a alguém que se ama ou solicitar aquela amizade. Naquele café daquela
cidade bonita daquele espaço excelso e daquela era sem data, todos os ditos
versam o obtuso, a carência, a discussão ou o prazer inóspito da troca de
informação para a montagem de um grande arsenal económico.
Nunca mais se viu - e isso dizem-nos os Deuses – palavras
carregadas de sentido a explicar a uma criança o que é uma flor, um amigo, uma
família um gesto de solidariedade. Nunca mais se viu aquele avô ao lado do seu
pequenino doando-lhe rios de histórias e a escutar, simultaneamente extasiado,
aquelas conversas tão simples como "... hoje, a professora disse-me que eu
tenho um avô muito bonito ...".»»»
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O Teu percurso »»»
Mulher/Mãe »»»
Conselho fora de horas »»»
Silêncio e pó »»»
Desumanização »»»
O professor do século XXI »»»
Que Mundo »»»
Viagem »»»
Não é utopia »»»
Viver é nada, se quiseres »»»
Faz frio na cidade »»»
Um Conto de Natal »»»
Criança sem dote - O mundo cortou-te a linha da
felicidade »»»
O meu país está diferente »»»
Ficaram as cinzas - A montanha chora
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O saco azul »»»
Que estranho Natal »»»
Criança »»»
Encontrei-me »»»
Descobri a tua infância - Não vás buscar a criança
que chora na estrada »»»
Qual é a vontade dos homens?
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Amo-te »»»
O Arco Íris - Cromotografia
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S. Valentim e o Cupido entrelaçam quem ama
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Viajo sem sucesso
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Qual é a vontade dos Homens ?
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A tua Morte é a minha História
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Escola, ... Já fui O Tempo moeu-me a
vida »»»
Anjo da Guarda
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A Argentina perdeu a cor
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O Euro »»»
Queria um Natal como o teu
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Não Aceito a Dádiva, quero
merecê-la »»»
O teu declínio - O Conto que eu nunca
contei »»»
Dalai Lama - Um Peregrino em Portugal
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Olha-me atrás daquela Estrela
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Nunca foste Criança - Grito de
Revolta »»»
Dependência nunca mais Tabaco, Triste
Fado »»»
Os sonhos que eu não quero
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O que os homens querem eu não faço
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Criança Sem Mundo
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Dia Mundial da Poupança
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A Saudade aviva a memória
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Só Mulher »»»
Antrax
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Dois Anos sem Amália... »»»
Guerra Acesa, Mundo Doído
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Quando o frio se chama falta d'amor
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A América está de luto »»»
Afecto dos Afectos - Viana chora baixinho
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Amado adormeceu
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Caíu mais uma pétala d'Abril
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Palácio do Fado
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Amália, Raínha de Portugal
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Adeus »»»
Lágrima no 1º Maio de 2001
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Diálogo com o Mundo
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Saudade de Cristal »»»
Embrulho Desfeito »»»
Sofrer antes do fim »»»
Entrevista »»»
O Português »»»
Ser do Ser »»»
Sintra, Saúde e Vida »»»
Cascais - Laços de Pétalas »»»
Amália - Diva, Mulher e Fado »»»
Portimão »»»
Sonho Logisticamente Desfeito »»»
O Grito de Amália »»»
Big Brother »»»
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