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A ARGENTINA PERDEU A COR

( parte 1 de 2 )

    Tens uma História marcada por traços de verticalidade e de vontade férrea. Mostraste – ao longo dos séculos – que a vida era uma estrada finita, e por consequência deveria ser galgada com peso e determinação. Foste, qual corrente de rio, inspiração de poetas e musas de grandes trovadores e hoje, chegados ao século de todos os avanços tomaste consciência de que tudo era efémero, caótico e apreensivo.

É triste olhar-te através do pequeno écran e perceber a cascata de dor e de preocupação que expandes sem esconder um só laivo de tristeza. Estou certa de que mil vezes colocaste o porquê de tamanha desordem e só encontras a resposta, quando a análise é de sobremaneira eficaz e percebes que os homens que te disseram amar, perderam a cor, isto é, perderam os contornos do equilíbrio em nome da ascensão e do encontro imediato com o vil metal, traiçoeiro que lhes espreitava ofegante, tentando a todo o custo, adquirir desmandos incolores que marcassem a tua pessoa e as tuas gentes.

Olho-te do alto do promontório da Esfera Celeste e vejo-te, linda perdida nessa América tão cobiçada pelo afago das suas gentes, pelo encanto do idioma plangente e pela afabilidade dos seus nativos. Praias, dunas, rios e canteiros de excelsa beleza fazem de ti o OÁSIS de muitos homens conscientes que – em terra onde o sol dura e perdura – tudo é mais fácil, porque é mais quente. Percorro um qualquer livro de História e percebo que foste sempre requisitada pela possibilidade de viveres desnudada de preconceitos e de glamour existencial, denotativo da velha Europa, mas agora que – os grandes chefes do mundo – conheceram os esconderijos do seu tesouro – tu caíste, pedra a pedra, gota a gota e ficaste numa situação de inquietação permanente, porque já não és capaz de pedir a quem de direito, que pare essa onda de guerra e de loucura que assola os teus filhos, quando foram os teus enteados a ajudar a semear tamanha torrente de caos, terror e lágrimas. »»»

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O Teu percurso »»»
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