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A AMÉRICA ESTÁ DE LUTO São 14 horas e poucos minutos de uma tarde calma em Portugal. O sol que espreitou logo de madrugada, parecia aquecer o coração de todos nós, mas e de repente, tudo tomou contornos do domínio do incrível, quando a televisão e a rádio anunciaram o HOLOCAUSTO no Planeta...! arrisco-me a designar de FIM, aquilo que todos vimos mercê do pequeno écran.... jamais pensável, jamais imaginável... jamais possível sonhar ver-se o céu de New YorK – ou outro qualquer – a gritar por socorro mundial...! A luz das chamas eram apanágio da grande dor que o céu novayorquino exprimia, sabendo à partida que muitos dos seus filhos iriam, naquele momento, dizer adeus ao mundo, mas sem saberem o porquê. Indescritível todo aquele terror calcinado de mil dores humanas participantes e ausentes...! Não é possível através de um qualquer alfabeto contar aquilo que os nossos sentidos acumularam naquela hora. Foram gritos de dor que não se escutaram, mas que se sentiram dentro dos corações humanos desfeitos, pela falta de pudor e de respeito pela vida e pelo HOMEM. Que lindo que é nascer, que lindo que é viver, mas acabar debalde, pelo gosto macabro de alguns, é de todo nauseabundo, insólito, gritante e perturbante. O Mundo só pode estar à beira do FECHO, quando o HOMEM se dispõe a matar milhares de pessoas indefesas por ideais que são alheios à grande maior parte do HOMEM comum. Que situação dantesca «Ignoto Deo» aquela que o mundo viu... aquela que ninguém dava como verosímil. Mas infelizmente os nossos olhos co-responsáveis pela percepção gritaram a alta voz que era verdade... o MUNDO estava louco e quatro aviões – a comando de gente maquiavélica - pôs fim a séculos de história humana, universal e existencial do Universo. Foi por demais dantesco olhar o céu azul da cidade de New YorK, que havia acordado calmo «numa manhã marchetada de mil tons» e perceber que a própria natureza, tendo como testemunha alegórica o sol ainda escondido, assistiu às «muitas lágrimas que deram lugar a um grande e vasto rio». Ela, a madrugado só viu as lágrimas que «de uns e outros olhos derivavam», porque, afinal, era verdade e milhares de seres humanos iriam desaparecer - naquele momento- e iriam ter como sepultura o seu posto de trabalho e/ou de lazer, só porque a vontade guerreira de alguns, se sobrepõe à vida e à felicidade do HOMEM... incrível! Seremos, alguma vez capazes de descrever a dor sentida daqueles que viram insolitamente a vida chegar ao fim?! Não... não é possível imaginar-se, nem dizer-se nada! Só é possível escrever aquilo que o grande mestre da literatura portuguesa, Camões escreveu um dia: ela a madrugada só viu as lágrimas em fio que de uns e de outros olhos derivavam e escutou as palavras doídas que quase deram descanso às almas condenadas. Tirando esta quase citação do mestre pouco há a dizer, senão que os quatro pássaros voadores (boeings) que voavam nos confins do céu foram obrigados a cortar as asas e a cair sobre duas torres do WORLD TRADE CENTER e sobre o PENTÁGONO. Indescritível a posição de certos homens que se dizem comandantes, chefes, senhores ou reis de uma nação... pois esquecem que são humanos e que um dia seremos todos «pó, cinza e nada...», então, para quê tanta dor, lágrima e desalento...?! Para que serve a raiva humana, DEUS?! Neste momento de reflexão, penso que em PORTUGAL muitos seremos aqueles que recordamos a veracidade do pedido de Inês de Castro a D. Afonso IV: Senhor, mandai-me para o meio das feras, porque até elas irão respeitar-me, porque sou mãe, Senhor! É verdade...hoje é comum dizer-se que só se encontra um amigo quando se tem por perto um animal, porque este incondicionalmente é capaz de lutar por nós... contrariamente ao Homem que luta contra tudo e contra todos, contra pai, mãe, avós... luta contra ele próprio, esquecido de que a morte virá e todos partiremos sem resposta para o mundo dos ecos surdos onde ninguém dialoga, ninguém solicita... nem é mais rico do que ninguém, porque a essência é zero... e a vida já foi. Portanto, urge que esta situação vivida, hoje dia 11 de Setembro de 2001 no mundo inteiro seja um dado emblemático do que é capaz de fazer a mente humana desorbitada... e daí o apelo ao mundo para que ensinem as crianças a amarem-se, a respeitarem as diferenças, porque só na diferença somos felizes. Prudência.... o MUNDO está de luto, baixem as vozes, peçam a DEUS pelos que partiram inospitamente... e peçamos aos que subiram aos céus que solicitem do PAI o perdão pela loucura do HOMEM, porque depois do que foi, hoje, visto só se pode dizer que o mundo está à beira do FIM! <% ShowRating %>
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