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DOCE RIO DOCE A história de um Rio que fez História... De Minas Gerais desce o rio Doce para desaguar no mar do Espírito Santo. A lei que regula a bacia hidrográfica é a de 9.433 de 08 de Janeiro de 1997 é a que regulamenta o funcionamento da bacia hidrográfica. Nela se acha instituída a Política Nacional de recursos Hídricos que assim fundamenta: “ A bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política de Recursos Hídricos
Ó doce rio Doce! És responsável pelo povoamento da Zona da Mata mineira e fizeste do Espírito santo o maior exportador de minério de ferro, pela Estrada de Ferro Vitória a Minas, pertencente à CVRD. Atraíste muitos desbravadores para a região que vinham com a finalidade de explorar a madeira, o ouro e, trabalhar nas siderurgias, nas estradas de ferro e na agro-pecuária. Governador Valadares, Coronel Fabriciano, Timóteo, em Minas Gerais; Baixo Guandu, Linhares e Colatina, no Espírito Santo, são as regiões beneficiadas por ti. Meu doce rio Doce! O povoamento de Linhares, um dos municípios do Norte do Espírito Santo, teve grande desenvolvimento graças à existência de tuas águas que chegaram pelas portas da cidade divisa, Baixo Guandu. Inclusive, nesse mesmo município, teus afluentes formaram sessenta e duas lagoas, sendo a mais importante a Juparanã, que no século XIX, recebeu um ilustre visitante, o imperador do Brasil, D. Pedro II. Que pena rio Doce! Também sofreste muito com o desmatamento das florestas atlânticas, com o mau uso do solo, com o extrativismo de ouro e, consequentemente , com a contaminação do mercúrio em tuas águas. Entretanto, não ficou por aí, a poluição lançada pelas siderurgias, os aglomerados urbano e rural, a precariedade dos saneamentos básicos destruíram o seu potencial e favoreceram o aparecimento da erosão nas tuas margens, responsável pelo assoreamento de seu leito e pela diminuição de tuas águas. Deste modo, quando se aproxima o alto verão, época das chuvas intensas, tuas frequentes cheias expulsam das moradias os teus vizinhos de ribeirinha. Ah, que rio Doce é esse! Pensa, muitas vezes , o teu povo. E lhe respondes do teu modo... Mas, já parou para pensar nas doenças transmitidas pelas tuas águas e de outros rios do mundo ? Claro que sim, e sabes quais são: Leptospirose, dengue, hepatite A, E, esquistossomose, verminoses, cóleras, febre tifóide, Shigella, poliomielite, diarreias..., que muitas vezes, um simples ato de lavar as mãos antes de preparar os alimentos e depois da ida ao banheiro já contribui para evitar certos tipos de verminose. Do mesmo modo, o cuidado com a água utilizada , no dia-a-dia, para se beber , tomar banho, lavar os vestuários, as verduras e as frutas, já é um bom começo. Na China, morrem mais pessoas de diarreias causadas pelas águas não tratadas do que pelo vírus da SIDA. Em região quente , do tipo equatorial, como na Amazónia, África, Indonésia e Malásia em que o nível pluviométrico é bastante elevado, ocorrem maior incidência de mosquitos transmissores de febres. Insectos parasitas vectores que transmitem as doenças como a malária e outras comuns a cada região. Água é fonte de vida todos sabem, mas também ela pode matar! Em cidade que não há planeamento ambiental todos sofrem. Portanto, política se faz com educação. Só assim, meu Rio , que vais tornar-se mais doce ainda!.. Luciah Rodriguez de Barros Pós-graduada em Geociências – escritora - Psicanalista e Especialista em
Educação
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