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HISTÓRIA
Ao deparar-se com as Cataratas do Iguaçu, tamanha foi a comoção do navegador espanhol, que julgou estar à presença de Deus, baptizando as quedas com o nome de Saltos de Santa Maria. Com o passar do tempo, esta denominação foi esquecida, predominando o nome Iguaçu, que na língua dos índios guaranis que há milénios habitam a região, quer dizer “água grande”. A história moderna de Foz do Iguaçu começa em 1881, com a chegada dos primeiros colonos. No ano de 1888, viviam na cidade cerca de 324 habitantes, justificando a tomada da posse da terra para o Brasil de forma definitiva e a fundação de uma colónia militar no ano seguinte, após a proclamação da república. Em 1912, no entanto, a colónia militar foi extinta. Somente dois anos depois, a 10 de Junho de 1914, foi instalado o município de Vila Iguaçu, mais tarde, alterado para Foz do Iguaçu. No ano de 1939, através da intervenção do grande brasileiro Alberto Santos-Dummont, inventor do avião, foi criado o Parque Nacional do Iguaçu, englobando as Cataratas do Iguaçu e toda a mata nativa ao redor da margem brasileira do rio Iguaçu. Naquela época, uma visita às cataratas demorava, em média, dois dias. Hoje, pode-se chegar ao parque em cerca de vinte minutos. Em 1943, foi criado o Território Federal do Iguaçu, uma nova unidade da federação, desmembrada em prol do estado do Paraná três anos depois pelo presidente Castello Branco. O grande salto no desenvolvimento de Foz do Iguaçu ocorreu na década de 1970, com a abertura das pontes que ligam a cidade ao Paraguai e à Argentina e, principalmente, com a assinatura do protocolo de construção de Itaipu, a partir de 1974, que viria a ser a maior usina hidroeléctrica do mundo. Com a obra, a população do município aumentou de cerca de 30 mil habitantes no início da década de 70 para os actuais 260 mil habitantes. Em 1986, o Parque Nacional do Iguaçu foi reconhecido pela UNESCO como património natural da humanidade. Actualmente, Foz do Iguaçu é uma cidade moderna e atractiva, com uma economia dinâmica e uma agitada vida nocturna.
Texto:
Guilherme Dreyer
Wojciechowski.
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